Dilma justifica crise na Europa por desaceleração do PIB em 2011

Por sua vez, ministro da Fazenda, Guido Mantega, mantém o tom otimista e já prevê, para 2012, um crescimento médio próximo a 4,5%

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff comentou na tarde desta terça-feira o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) de 2011, divulgado nesta data.

“Não só os países desenvolvidos estão sofrendo pressões nas suas taxas de crescimento, mas também os países emergentes”, disse ela em Hannover, segundo a Reuters, onde participa da feira de tecnologia CeBIT.

Diante de um crescimento de 2,7% no ano, a presidente tentou justificar a desaceleração econômica, já que em 2010 a alta foi de 7,5%. “Na verdade, o que tem acontecido é que os países emergentes têm visto suas taxas de crescimento diminuir”, afirmou a presidente, que ainda completou, “nós acertamos que cada governo, entendendo os problemas das suas respectivas regiões, vai buscar as melhores formas de cooperação no sentido de ultrapassar este período, que é um período adverso para a economia internacional”, disse.

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Mantega também justificou
Por sua vez, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve o tom otimista ao afirmar que os dois últimos meses do ano passado já mostraram uma aceleração e já prevê, para 2012, um crescimento médio próximo a 4,5%.

“Essa trajetória continuará no primeiro e no segundo semestre de 2012, e [o crescimento do PIB] será maior do que o do ano passado, atingindo o ápice no segundo semestre de 2012, quando a economia estará crescendo mais de 5%. A média deverá ficar entre 4% e 4,5%”, disse o ministro, durante coletiva de imprensa em Brasília, conforme reportagem da Agência Brasil.

Mantega destacou ainda que os números só não foram melhores porque o governo foi surpreendido pela dimensão da crise econômica internacional. “Não contávamos com o agravamento da crise no segundo semestre. Se ela não tivesse acontecido, nosso crescimento seria mais próximo dos 4% do que dos 3%”.

Apesar disso, avalia o ministro, o país colheu bons resultados em relação à inflação. “Ela foi reduzida, e esse era um dos objetivos da equipe econômica.” Segundo Mantega, as condições para o crescimento de 2012 “são positivas e estão dadas”.