Diz Folha

Dilma fica atônita após delação de Delcídio; Planalto avalia adiar ida de Lula a ministério

Dilma teria ficado "atônita" e "sem reação" de como a gravação pode atingir o governo dela, afirma Folha

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência com o núcleo político do governo federal para avaliar o impacto da delação do senador Delcídio do Amaral, segundo a Folha de S. Paulo. O Palácio foi pego de surpresa com a notícia da revista Veja de que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ofereceu ajuda financeira para que Delcídio ficasse em silêncio. 

Segundo o jornal, o Palácio do Planalto avalia que, com o impacto da gravação, deve ficar suspensa pelo menos por enquanto a possibilidade de Lula assumir o ministério. O governo também mostra preocupação de que a delação acelere o desembarque do PMDB

Ex-chefe da Casa Civil e um dos ministros mais próximos da presidente Dilma, Aloizio Mercadante conversou duas vezes com José Eduardo Marzagão, assessor do senador Delcídio do Amaral, oferecendo ajuda financeira, segundo a revista; Dilma teria ficado “atônita” e “sem reação” de como a gravação pode atingir o governo dela. Com a gravidade da delação, a defesa agora é de que o ministro saia do cargo e responda unicamente pelo ocorrido, de forma a preservar Dilma. 

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Segundo o jornal, a primeira avaliação é que a situação de Mercadante é “muito delicada” e há o receio até mesmo de que ele seja preso. Auxiliares de Dilma avaliam ainda que será necessário encontrar uma nova narrativa para explicar a gravação, uma vez que é impossível dissociar o ministro da presidente pela relação pessoal dos dois.

Nos diálogos aos quais a Veja teve acesso, o ministro da Educação oferece ajuda financeira à família de Delcídio e promete usar a influência política do governo junto ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal para tentar evitar a cassação do senador e conseguir sua libertação. Segundo a revista, Mercadante deixa claro ao assessor que vai tentar “construir com o Supremo uma saída” para Delcídio, citando até o ministro do STF Ricardo Lewandowski. O ministro afirmou que o presidente do Supremo poderia libertar o senador por meio de liminar, durante o fim do recesso do Judiciário. 


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