Impeachment

Dilma fará “treinamento” com Cardozo para sessão do impeachment e pretende constranger 6 ex-ministros

Informações são do Estadão; porém, se Dilma tem suas armas, a acusação da presidente afastada também terá as suas

SÃO PAULO – O início do julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff só acontecerá semana que vem, mas os políticos já estão articulando como será um dos momentos mais emblemáticos do processo: a sessão de perguntas à presidente afastada. 

Dilma irá ao plenário do Senado no próximo dia 29 e já começou a se preparar para a sabatina e, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo,  participará de um treinamento político para que seja capaz de rebater questionamentos duros, “sem sair da linha”. A “aula jurídica” será dada pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, seu advogado de defesa.  Na última quinta-feira, os senadores Humberto Costa (PE), Paulo Rocha (PA) e José Pimentel (CE), todos do PT, explicaram para Dilma como será a sessão do impeachment. 

Segundo o jornal, uma das estratégias de Dilma em sua defesa contra o impeachment no Senado é citar  ex-ministros que hoje são seus julgadores para mostrar que todos eles acompanharam sua gestão. Os seis senadores a serem “constrangidos” por terem votado a favor do parecer do impeachment são: Eduardo Braga (PMDB-AM) – que também ocupou o cargo de líder do governo no Senado –, Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

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Se Dilma tem suas armas, a acusação da presidente afastada também terá as suas, como informa a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Os senadores favoráveis ao impeachment articulam uma estratégia para evitar que Dilma se vitimize. Eles colocarão as senadoras mulheres para enfrentá-la; Ana Amélia (PP-RS) e Simone Tebet (PMDB-MS) ficariam responsáveis pelas perguntas mais duras.