Na televisão

Dilma diz que não errou e fala em “cultura do golpe” em entrevista ao SBT

Presidente disse que "deveria ter se esforçado mais para garantir investimentos em infraestrutura"

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff (PT) concedeu entrevista ao SBT Brasil e comentou sobre o atual momento do País e as críticas que seu governo está sofrendo. Logo no início da conversa, a presidente ressaltou mais uma vez que nunca cogitou renunciar ao cargo, afirmando que é preciso saber conviver com as diferenças de ideias, e mais uma vez declarando que é normal a ocorrência de manifestações em uma democracia.

Sobre os protestos e pedidos de saída da presidência, Dilma disse não ser possível tirar alguém que foi eleita de forma legítima. “Respeito à Constituição é fundamental”, disse na entrevista, comentando ainda que o Brasil tem uma “cultura do golpe” ao falar sobre as tentativas de levá-la ao impeachment. “Não acho que o golpe tenha condições de ocorrer”, defendeu.

Sobre a economia e os ajustes feitos pelo governo, Dilma destacou que as “condições no País começaram a se alterar em agosto” e que “mesmo não querendo”, ela precisou mudar suas propostas, o que, segundo ela, o povo pode entender como quebra de promessas. “O Brasil é mais resiliente e robusto que no passado […] Eu não acho que errei”, completou a presidente.

PUBLICIDADE

Sobre o Congresso, Dilma destacou que dos 3 mil vetos, só um foi derrubado até agora, o que segundo ela mostra um “Congresso cooperativo”. Sobre as chamadas “pautas-bomba”, a presidente disse não acreditar que elas irão “se proliferar”. “Não é possível que a política comprometa a economia”, completou ela, defendendo que o País não deve perder o grau de investimento.

Dilma evitou falar sobre novos projetos, mas destacou que várias medidas de reforma estão no radar, ela evitou citar alguma porque ainda não foram discutidas. Sobre impeachment, a presidente afirmou que se ocorrer um pedido ela irá discutir com seus aliados, ressaltando que não há nenhuma intriga entre ela e o vice-presidente Michel Temer.