Declarações

Dilma diz que “é um escândalo achar que a Petrobras pode quebrar”, mas defende Lava Jato

Presidente concedeu entrevista para a Folha de S. Paulo e comentou ainda sua conversa com Tombini antes da reunião do Copom que manteve os juros

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (22) que a Petrobras (PETR3; PETR4) não vai quebrar e que é um “escândalo” apostar nisso. “A Petrobras não vai quebrar. Nem 2016, nem em 2017, nem em 2018”, disse a petista em entrevista para a Folha de S. Paulo. 

Dilma ainda negou que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estaria sofrendo pressão do governo para manter os juros, como foi discutido por especialistas após a decisão desta semana. Porém, a presidente admitiu que se encontrou com Tombini antes da reunião do Copom da última quarta-feira. Segundo ela, o encontro serviu para alinhar a posição do Brasil em Davos com Tombini e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

“De maneira alguma [teve pressão]. Agora, eu acho fantástico. O Copom aumenta os juros sistematicamente e ninguém nunca perguntou para mim, nunca, durante todo esse período de aumento, se eu tinha pressionado o Tombini para aumentar os juros”, afirmou.

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Na mesma entrevista, Dilma afirmou que “há coisas que não acha corretas” na Lava Jato, como os vazamentos de trechos das delações premiadas, e que há “pontos fora da curva” na investigação “que têm de ser colocados dentro da curva”. Por outro lado, a presidente defendeu a operação. “Tenho de preservar o fato de que o Brasil precisa dessa investigação”, afirmou.

Já durante um discurso feito durante a reunião do diretório nacional do PDT, Dilma disse que ficou “estarrecida” com o trecho do relatório de previsões divulgado nesta semana pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), no qual a instituição cita o Brasil. A presidente se disse assustada com a frase em que a autoridade cita a “continuidade da situação crítica” no Brasil como um dos três principais fatores que explicam as dificuldades da economia mundial.

Dilma divergiu das previsões do FMI e disse ter certeza de que “vamos estabilizar politicamente o País”. “Vamos assegurar a tranquilidade para o País voltar a crescer”, afirmou. A presidente prometeu que o governo vai voltar a gerar emprego e renda. “Vamos voltar a desenvolver esse País”. Segundo a petista, os investimentos vão voltar e o Brasil vai voltar a crescer.

Dilma ressaltou ainda que sua gestão vai manter programas socais, diferentemente de outros partidos ou governos, os quais ela não citou. “Tem gente que acaba com programa social, porque tem que acabar, que reforma programa social para extingui-lo. Nós não. Asseguramos, reformamos programas sociais para melhorá-los”, disse.

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