Eleições

Dilma dispara: “é ridículo ligar a queda da Bolsa às pesquisas eleitorais”

"Acho desagradável ligar uma coisa a outra", afirmou hoje; Datafolha mostrou leve alta de Dilma, queda de Marina e recuperação de Aécio

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SÃO PAULO – Em fala após encontro com jovens atletas olímpicos e paraolímpicos, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, comentou com jornalistas as pesquisas eleitorais e o seu efeito na Bolsa. Hoje, a presidente afirmou que “é ridículo ligar a queda da Bolsa às pesquisas”. “Acho desagradável ligar uma coisa a outra”, afirmou.

Cabe lembrar que hoje, o Ibovespa está tendo um dia de baixa após a pesquisa Datafolha. Dilma teve uma leve variação para cima nas intenções de voto no primeiro turno, de 36% para 37% das intenções de voto, enquanto Marina Silva caiu 3 pontos, de 33% para 30%. Assim, a diferença passou de 3 para 7 pontos entre as candidatas. Aécio Neves subiu de 15% para 17%.

Já no segundo turno, a dianteira de Marina também caiu, passando de uma diferença de 4 pontos para uma diferença de apenas 2 pontos (46% da candidata do PSB frente 44% da petista). Na simulação com Aécio, Dilma aparece dez pontos na frente, com 49% a 39%, ante diferença de 11 pontos há uma semana.

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Em meio aos escândalos envolvendo a Petrobras, a presidente destacou ainda que tem o compromisso de avançar contra a impunidade. 

Cabe lembrar que, no último sábado, a presidente também buscou desvincular as variações do mercado financeiro ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto e previu uma alta nas ações da Petrobras.

   

Dilma havia atribuído à “especulação” as oscilações nos mercados de ações e de câmbio e negou que essas altas e baixas tivessem relação com as pesquisas de intenção de voto para presidente da República, que têm sido acompanhadas de perto pelo mercado financeiro. “Esse negócio de usar pesquisas eleitorais, avaliações eleitorais para descer e subir dólar tem a ver mais com a especulação e não com propriamente uma rejeição de A, B ou C”, avaliou a presidente.

(Com Bloomberg e Reuters)