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Dilma deverá ter dificuldade para realizar reformas, diz Eurasia Group

Consultores alertam que aqueles que esperam ajustes fiscais significativos no próximo governo podem se decepcionar

SÃO PAULO – A presidente eleita Dilma Rousseff não deverá apresentar posturas radicais, como temem alguns analistas mas também deve decepcionar àqueles que esperam ajustes fiscais significativos e uma política econômica mais pragmática.

Segundo a consultoria em risco político, Eurasia Group, o próximo governo deverá manter as principais políticas macroeconômicas do atual governo. Contudo, a futura presidente já sinalizou a intenção de conter os gastos públicos, dado o patamar excessivamente alto das despesas registradas nos últimos dois anos no setor.

Porém, medidas como estas costumam ser impopulares e devem encontrar forte resistência no Congresso e nos sindicatos, o que pode limitar a capacidade de ação do próximo governo no que concerne à contenção de gastos no setor.

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Política cambial
Para os analistas, a provável equipe econômica de Dilma Rousseff, que deverá ser anunciada oficialmente nos próximos dias, acredita a valorização do real é particularmente um problema para a economia brasileira.

Caso a moeda brasileira continue a valorizar-se frente ao dólar, haverá novas medidas voltadas à restrição da entrada de capitais no País, de acordo com os consultores.

Infraestrutura aberta para iniciativa privada
Espera-se ainda que o próximo governo intensifique políticas industriais que valorizem estatais e projetos de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Já em outros casos, como no da infraestrutura do setor de transportes, deve haver maior flexibilidade e abertura a investimentos do iniciativa privada, em função da urgência da remoção de gargalos que atravancam o crescimento.

Por fim, avalia-se ainda que a agenda da futura presidente deve incluir medidas que visem a melhora da eficiência microeconômica com reformas da onerosa carga tributária do setor.