Ano para esquecer

Dilma deve ter ficado “aliviada” quando 2013 acabou, diz blog do FT

De acordo com blog da publicação britânica, balança comercial de 2013 reforçou percepção negativa para o Brasil, mas más notícias continuam chegando

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SÃO PAULO – “Quando o relógio bateu meia-noite na véspera do Ano Novo esta semana, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, provavelmente, deu um enorme suspiro de alívio – 2013 foi certamente um ano para se esquecer”. É assim que o blog do Financial Times, Beyond Brics, resume o que foi o ano passado para a presidente. 

Dentre os pontos ruins e que perturbaram Dilma, estiveram os maiores protestos em 20 anos, colocando em riscos a sua chance de reeleição, além da falência do empreendedor mais famoso do País, Eike Batista, que fez com que os investidores perdessem bilhões. Para fechar o ano, o mercado de ações registrou a maior perda anual entre os vinte principais índices acionários do mundo.

O blog ainda destaca o desfecho difícil também no mundo esportivo. Dois dias antes de acabar 2013, o lutador Anderson Silva quebrou a perna em um acidente classificado como “horrível”.

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Mas, enquanto 2013 pode ter até acabado, as más notícias continuam vindo. 

Na última quinta-feira, os dados mostraram que o Brasil registrou em 2013 o pior saldo da balança comercial desde 2000, de US$ 2,56 bilhões ante US$ 19,4 bilhões no ano passado. E isso deveu-se principalmente a um recorde de US$ 240 bilhões em importações, grande parte dos quais trazidos pela Petrobras (PETR3;PETR4). 

Neste cenário, o blog destaca a fala do economista do Goldman Sachs, que ressalta a deterioração da balança comercial como um sinal da falta de competitividade externa, o ambiente de inflação alta e um real ainda sobrevalorizado. 

O ano de 2014 será melhor para o Brasil?, questiona. Com as eleições presidenciais e a perspectiva de novos protestos durante a Copa do Mundo, certamente não vai ser um ano fácil, ressalta o blog. Mas, se tudo correr como planejado, o superávit comercial deve, pelo menos, trazer um pouco de alívio, ressalta o economista do Goldman, em meio à melhora da demanda externa e a mais equilibrada no cenário doméstico.