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Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Impeachment mais perto

Dilma deve ser afastada por impeachment em maio, diz Eurasia

Calcanhar de Aquiles para Temer é a Lava Jato; chance de novas eleições segue na mesa

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff deverá sair do cargo em maio, sendo afastada pela votação do impeachment pela Câmara dos Deputados. Esta é a avaliação da consultoria de risco político Eurasia, em relatório divulgado nesta segunda-feira.

Segundo a Eurasia, os protestos maciços realizados no país no domingo (13) reforçam o cenário de que Dilma não terminará o mandato, reforçando que a queda ocorrerá mais rápido do que antecipado anteriormente. A Eurasia elevou a trajetória de curto prazo de negativa para neutra e manteve a probabilidade de Dilma não terminar o mandato em 65%. 

O mais provável é que haja o impeachment, mas a Eurasia não descarta a possibilidade de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casse a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. 

A consultoria aponta que a capacidade de Dilma montar uma coalizão contra o impeachment depende da expectativa dos deputados centristas em relação à sobrevivência da presidente. Porém, com os protestos de domingo certamente ajudariam a avaliar que a presidente não tem mais chances de sobreviver, aponta a Eurasia.

A consultoria ressalta que, com a queda de Dilma, Temer assumiria, gerando entusiasmo, com a tendência dele buscar um governo de união nacional. O PSDB poderá ter um papel importante no governo, de apoio tácito ao novo presidente, que teria apoio dos partidos centristas. 

Contudo, o calcanhar de Aquiles para Temer é a Lava Jato, uma vez que é bem difícil que a força-tarefa da Operação e o juiz Sérgio Moro diminuam o ímpeto investigativo, o que poderia atingi-lo. Assim, a chance de novas eleições segue na mesa. 

Também há a possibilidade de Dilma seguir no cargo, mas exigiria um grande acordo com o PMDB. Neste cado, haveria uma melhora nas perspectivas para a aprovar reformas, uma vez que uma composição com o PMDB não seria acompanhada de uma guinada na política econômica à esquerda, como pressionado pelo PT, afirma a Eurasia. 

(Com Bloomberg)

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