Política

Dilma descarta novas eleições: “se eu renunciasse, o golpe ia para baixo do tapete”

"Vivemos tempos muito estranhos, difíceis. A democracia sofre um assalto", atacou Dilma

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SÃO PAULO – Em meio a muitas especulações sobre uma proposta de novas eleições em outubro, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o anuncio de R$ 30 bilhões para o Plano Safra para desmentir a possibilidade de renunciar ao cargo e antecipar as eleições. “Se eu renunciasse, o golpe ia para baixo do tapete”, afirmou a petista em Brasília.

A presidente aproveitou o evento para voltar a criticar o momento político e afirmou ser vítima de uma fraude. “Vivemos tempos muito estranhos, difíceis. A democracia sofre um assalto”, atacou Dilma em sua fala. “Estão construindo uma acusação […] Decretos de que me acusam não saíram por demanda minha”, continuou.

Por fim, Dilma criticou a paralisia política do País por conta do processo de impeachment, que acaba afetando a economia. “Estamos em maio e não há comissões na Câmara […] Há uma paralisia na política e isso paralisa a economia”, reclamou a presidente.

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O Plano Safra da Agricultura Familiar 2016/17 prevê R$ 30 bilhões em crédito para os pequenos agricultores, aumento de 3,8% ante o valor ofertado no ano anterior, segundo documento do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) divulgado pouco antes do lançamento do programa, nesta terça-feira.

Para o plano 2015/16, o governo federal havia anunciado R$ 28,9 bilhões em crédito. Contudo, o governo destacou em comunicado à imprensa nesta terça que a safra atual (15/16), que vai até junho, deve fechar com R$ 22 bilhões em recursos contratados.