Recuo

Dilma defendeu reduzir preços da gasolina; conselheiros da Petrobras ameaçaram renunciar

Já havia preparação de fórmula para reduzir o preço dos combustíveis, mas houve recuo após informação ter sido antecipada pela imprensa

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff e a sua equipe decidiram reduzir o preço da gasolina e do diesel, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo, de forma a criar uma agenda positiva para o governo. Porém, a medida não foi adotada por conta da reação contrária do Conselho de Administração da Petrobras (PETR3;PETR4). 

O jornal apontava que a área econômica defendia desde o ano passado a redução dos preços de combustíveis em meio à queda do petróleo no mercado internacional, enquanto Dilma e a Petrobras resistiam por conta das dificuldades de caixa da Petrobras. Contudo, o cenário mudou com o aumento da diferença do preço internacional e do mercado interno.

A Petrobras ficou isolada e cedeu, afirmou o jornal, já estando pronta para preparar a fórmula de redução dos preços já na segunda, mas recuou após a decisão ter sido antecipada pela imprensa e gerar reação contrária do Conselho de Administração. Houve até ameaça de membros do Conselho de renunciar, o que aumentaria o desgaste político do governo, uma vez que indicaria uma nova atuação em caráter político.

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Com isso, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, enviou uma carta para os integrantes do conselho de administração da estatal onde afirmou que ainda não havia uma decisão sobre a redução dos preços dos combustíveis.

No texto, Bendine diz que a companhia monitora permanentemente a composição de custos e o comportamento do mercado e debateu se a redução dos preços poderia reverter a retração das vendas. “Estamos todos aqui, diretores e conselheiros, com o objetivo de atender única e exclusivamente os interesses da Petrobras. Não há qualquer tipo de politização deste tema‘”, disse a carta. 

Ontem, Dilma disse que cabe à Petrobras avaliar se é o caso de reduzir os preços dos combustíveis no país devido à discrepância entre os valores praticados no Brasil e no exterior atualmente, procurando minimizar o papel do governo na decisão.

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