Dilma cresce nas pesquisas e já acende luz amarela no PSDB e em Serra

Ministra ultrapassa Serra em intenções de voto espontâneas e obtém menor índice de rejeição; governador fica estagnado

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Em meio às recentes divulgações das pesquisas Vox Populi e CNT/Sensus relativas à corrida presidencial, a LCA Corretora analisa o novo cenário, no qual houve uma significativa expansão da candidata do governo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Com o quadro, a corretora prevê uma “polarização” entre ela e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), “mais cedo do que se esperava”.

Dilma dispara
Nas pesquisas, Dilma cresceu entre 5 e 8 pontos, atingindo 30% das intenções de votos no cenário sem o deputado Ciro Gomes (PSB) – mais provável, segundo os analistas. Serra manteve-se próximo de 40%.

PUBLICIDADE

Além disso, a ministra também apontou grande melhora na simulação do segundo turno contra José Serra, bem como nos seus índices de rejeição e nas pesquisas espontâneas – na qual o entrevistado não recebe uma lista de nomes.

“O PSDB e o DEM mostram preocupação com o fato de Serra não assumir publicamente a candidatura. Mas o governador tucano, embora esteja diante de uma disputa que ficou mais embolada, mantém chances reais de vitória”, avalia a LCA.

Vox Populi
Na pesquisa, a diferença entre Dilma e Serra – quando há a presença de Ciro – fica em 7 pontos percentuais (Dilma com 27% das intenções; Serra com 34%). Diferença bem menor do que a reportada em dezembro, quando ela atingia 21%. No mesmo sentido, quando o cenário não inclui o deputado, a diferença cai para 9 pontos percentuais (29% e 38%, respectivamente), bem inferior aos 25 p.p. auferidos em dezembro.

CNT/Sensus
Os resultados do CNT/Sensus, “muito parecidos com os da Pesquisa Vox Populi”, também demonstram queda na diferença entre os dois principais concorrentes. Nela, o intervalo entre ambos chega a atingir 5,4 p.p. no cenário com Ciro e 12,2 p.p. sem o deputado. Além disso, a pesquisa apontou que a diferença entre ambos em um possível segundo turno caiu de 34,2 p.p. em janeiro do último ano para 6,9 p.p. neste mês.

Vale ressaltar ainda que, na pesquisa, a ministra ultrapassou Serra nas intenções de voto espontâneas (9,5% contra 9,3%) e obteve o menor índice de rejeição entre os principais concorrentes (28,4%, ante 29,7% de Serra). “O quadro é surpreendentemente positivo para Dilma” que “vai superando o obstáculo quanto ao desconhecimento do seu nome, que provavelmente era a principal fonte da grande rejeição que ela exibia”, afirma a corretora.

PSDB alarmado
Frente ao quadro, a LCA enfatiza que ele “acende preocupações no PSDB e no seu pré-candidato, José Serra”. Segundo a corretora, “o fato de hoje a retirada do nome de Ciro não significar que suas intenções de voto estejam indo todas para Dilma (até parecem, em parte, dirigir-se para Serra) não deve iludir ninguém: ele é do campo governista e estará, se realmente não vier a postular a presidência, no palanque e nas propagandas de Dilma.”

Em conclusão, a corretora analisa que há tempos Serra não apresenta crescimento no seu desempenho, criando certa impaciência em seus aliados devido à sua demora para assumir sua candidatura e a campanha – fato que é atribuído por alguns ao seu estancamento nas pesquisas.