Mudanças de postura

Dilma condiciona permanência de Levy a 2016, enquanto ele adota tom mais otimista

Dilma não quer tirá-lo e nem Levy quer sair, mas ela quer um discurso mais otimista do ministro, que já dá sinais de nova postura

SÃO PAULO – O fogo amigo contra o ministro da Fazenda Joaquim Levy diminuiu nesta semana, com a presidente Dilma Rousseff reiterando que ele continua no cargo. Porém, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a permanência de Levy no cargo está condicionada a uma melhora da economia em 2016. Para Dilma, ele ainda tem “missões a serem cumpridas” e contou a seu favor a vitória obtida por ele ontem, no Congresso, com a aprovação da nota meta fiscal de 2015. 

A CMO deu aval para que o setor público consolidado feche o ano com déficit primário de até 117 bilhões de reais, rombo que considera o pagamento de R$ 57 bilhões das chamadas “pedaladas fiscais” e frustração de receitas de R$ 11,1 bilhões com leilão de hidrelétricas.

Dilma, contudo, gostaria que Levy mudasse a sua forma de agir e mostrasse o que está sendo feito para retomar o crescimento do País, apontando caminhos para tornar isso viável. A ideia é que o ministro apresente um discurso mais otimista, apontando para um futuro melhor e que não se limite a falar de ajuste. Ela ainda avalia que as vitórias de Levy a fortalecem. 

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A presidente tem resistido às pressões para tirá-lo e, se o ministro for bem sucedido em suas missões, poderá ficar no cargo. Isso porque nem Dilma quer tirá-lo nem ele quer sair. 

E o discurso mais otimista de Levy foi percebido ontem, logo após a aprovação da nova meta. O sinal verde dado pelos parlamentares “reforça um sentimento que governo tem trabalhado na questão fiscal com toda transparência”, disse Levy.

E continuou, ao falar sobre o projeto de regularização de ativos no exterior, defendendo que ele deve ser mantido dentro de uma perspectiva de reforma estrutural: “uma reforma pró-crescimento, não só de ajuste fiscal, mas uma reforma pró-crescimento, que é o que a gente tem que ter em mente… porque já começa um novo ano, 2016, e a gente tem que estar preparado pra ter um ano positivo, um ano de boas notícias”, afirmou o ministro.


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