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Dilma cita caso de médica e compara situação do Brasil ao começo do nazismo

Em evento com artistas e intelectuais contrários ao impeachment, Dilma voltou a falar sobre golpe

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SÃO PAULO – Em evento com artistas e intelectuais contrários ao impeachment no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (31), a presidente Dilma Rousseff voltou a se defender e comparou o cenário brasileiro atual ao começo do nazismo ao citar caso da médica que se recusou a atender uma criança porque os pais eram petistas. 

“Isso é triste. Esse País nunca teve esse lado fascista. Estigmatizar pessoas pelo que pensam? Isso parece muito com o nazismo. Primeiro bota estrela no peito e diz que é judeu. Depois bota no campo de concentração. Essa intolerância é impossível. Ela não pode ocorrer. E por isso nós temos de resolver esse processo do meu impedimento. O Brasil não pode ser cindido em duas partes. Um golpe tem esse poder. Não é correto que as pessoas sejam estigmatizadas pelo que pensam. Não se criará o convívio democrático com essa situação. Temos de lutar para superar em momento. Não se pode unir o País destilando o ódio”, afirmou a presidente. 

Dilma voltou a falar que impeachment sem base jurídica é golpe: “sem sombra de dúvida, o afastamento da presidente da República sem base legal é golpe. É golpe. O nome golpe doí demais em alguns. Querem que eu renuncie. Por que? Primeiro porque é constrangedor. Segundo pelo fato de que acham que as mulheres são frágeis. Nós, de fato, somos sensíveis, mas não somos frágeis. Há uma diferença entre uma coisa e outra”. Dilma ainda afirmou que o Brasil pode voltar a crescer rapidamente. 

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Entre os participantes do encontro, figuram o escritor Fernando Morais, os atores Antônio Pitanga, Osmar Prado e Sérgio Mamberti, o produtor cultural Pablo Capilé, idealizador do coletivo Fora do Eixo, e Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Vovô do Ilê Ayê. A presidente Dilma chegou ao Salão Leste acompanhada da atriz Letícia Sabatella, da cineasta Anna Muylaert, da cantora Beth Carvalho e do escritor Raduan Nassar, entre outros artistas.

“Estou aqui hoje porque sou brasileiro. Não sou petista, mas acho que o que está em jogo aqui hoje é algo maior do que o PT, o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e a Dilma Rousseff. Está em jogo a democracia, o risco de a gente ser submetido a um golpe de Estado.Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe de Estado. E estou aqui também para defender um projeto de nação que tirou 40 milhões da pobreza, que levou luz para milhões de pessoas nas regiões mais pobres do Brasil. A elite brasileira e a direita brasileira não conseguem conviver com isso”, disse o escritor Fernando Morais.

Ao chegar para a cerimônia, o ator Antônio Pitanga defendeu o governo da presidente e disse que a luta é pela cidadania e pela democracia no país. “Estou aqui pela cidadania, como pai, avô, defendendo a cidadania, a democracia, não quero que meus netos e netas presenciem o que eu presenciei quando eu era do movimento estudantil e fizemos todo um movimento contra a ditadura de 1964. Então, não dá para ver esse momento e ficar omisso. Estou aqui e estarei nos lugares mais longínquos deste país dizendo não ao golpe”, disse o ator.

Os ministros da Cultura, Juca Ferreira, do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, e da Educação, Aloizio Mercadante, também participam do encontro.

Hoje, a Frente Brasil Popular – composta por diversas entidades sindicais, movimentos sociais e partidos – faz, em todo o país, o Dia da Jornada Nacional pela Democracia. O grupo é contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em Brasília, o ato começa às 14h, com concentração no estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Depois, às 18h, haverá marcha em direção ao Congresso Nacional. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do ato, no início da noite, em frente ao Congresso Nacional.

(Com Agência Brasil)

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