Eleições

Dilma cai 3 pontos em pesquisa, mas ainda venceria no 1º turno, aponta Ibope

Atual presidente caiu de 40% para 37% entre março e abril; taxa de votos brancos, nulos e indecisos chega a 37%

SÃO PAULO – Em nova pesquisa Ibope, divulgada nesta quinta-feira (17), a presidente Dilma Rousseff caiu novamente nas intenções de voto. A atual presidente caiu de 40% das intenções em março para 37% em abril. Esta é a maior perda acumulada de eleitores da Dilma desde que sua popularidade entrou em queda, no início deste ano.

No cenário mais provável, que inclui outros candidatos menores, Aécio Neves (PSDB) passou de 13% para 14% – ainda dentro da margem de erro -, enquanto Eduardo Campos (PSB) segue com 6%. Já o pastor Everaldo (PSC), passou de 3% para 2%. A soma dos demais pré-candidatos que era de 1% em março, agora dá 3%.

Porém, mesmo com esses resultados, se a eleição fosse hoje, Dilma seria reeleita no primeiro turno, pois os 37% ainda superam a soma de todos os seus adversários (25%). Além disso, favorece a vitória em um turno só o fato das taxas de eleitores que declaram votar em branco ou nulo ainda estar muito alta, com 24%, enquanto os que afirmam não saber em quem votar chega a 13%.

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Em um cenário reduzido, onde Dilma enfrenta apenas Aécio e Campos, a intenção de voto na presidente caiu de 43% em março para atuais 39%. Neste cenário, Aécio foi de 15% para 16% e Campos passou de 7% em março para 8% em abril. A taxa de branco e nulo foi de 25% para 26%.

Caso a disputa vá para o segundo turno, a pesquisa mostrou que Dilma continua vencendo em qualquer cenário. Contra Aécio, a atual presidente teria 43% contra 22% do adversário, enquanto no cenário com Eduardo Campos o resultado seria 44% a 17%. Já contra Marina Silva, Dilma venceria por 41% a 25%. Vale destacar, porém, que as taxas de não-voto (branco, nulo e não sabe) seguem muito altas.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 10 e 14 de abril, em 140 municípios de todas as regiões brasileiras, com 2.002 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.