Dilma avança nas intenções de voto e já encosta no governador José Serra

Em cenário no qual o deputado Ciro Gomes aparece concorrendo à presidência, há empate técnico entre a ministra e Serra

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SÃO PAULO – Na corrida pela sucessão da Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), registrou um crescimento de ao menos 5 pontos percentuais nas intenções de voto.

Com isso, diminuiu a margem entre ela e o líder na pesquisa, o governador de São Paulo, José Serra. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (1) pela 100ª pesquisa CNT/Sensus. 

Em um primeiro cenário, no qual o deputado Ciro Gomes (PSB) está na disputa, há um empate técnico entre Dilma e Serra – a primeira com 27,8% e o segundo com 33,2% das intenções.

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Além disso, a ministra já ultrapassou o governador no que toca a votação espontânea. No entanto, quando Ciro não é enquadrado na pesquisa, a diferença entra ambos aumenta, chegando a 12,2 pontos percentuais. 

Na pesquisa espontânea – na qual não é apresentada nenhuma lista de candidatos ao entrevistado – o presidente Lula registra 18,7%; logo depois vem Dilma, com 9,5%, seguida por Serra, com 9,3%. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reporta 2,1%; Marina Silva, 1,6%; e Ciro Gomes, 1,2%. Outros candidatos registram todos 1,9%, e o total de brancos e nulos chega a 2,6%. Os que não souberam ou não responderam chegam a 53,1%.

Avaliação de Lula
A avaliação positiva do governo Lula subiu em relação à última apuração. Em dezembro, ela atingiu 71,4% ante 70,0% no mês imediatamente anterior – segundo melhor resultado da série histórica, só perdendo para janeiro de 2009, quando o índice era de 72,5%. Além disso, houve uma contração na avaliação negativa do governo, passando dos 6,2% para 5,8%

A melhora na avaliação de Lula também foi apontada no que tange ao seu desempenho pessoal. A porcentagem de entrevistados que aprovam o desempenho do presidente passou de 78,9% para 81,7%  – também o segundo melhor resultado da série histórica. Da mesma maneira que o ocorrido na avaliação do governo, houve uma diminuição nas desaprovações, que passaram de 14,6% para os 13,9%.