Inflação

Dilma aponta queda da inflação e defende solidez fiscal

Para a presidente, é incorreto falar em descontrole da inflação ou das despesas do governo: "há dados concretos que desmentem as análises mais pessimistas", afirmou

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BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que a inflação está em trajetória de queda nos últimos meses e que em julho ficará próxima de zero, assegurando que a alta dos preços ficará dentro da meta do governo em 2013, ao rebater o que chamou de “posturas pessimistas” sobre a economia brasileira.

Para Dilma, é incorreto falar em descontrole da inflação ou das despesas do governo. “Há dados concretos que desmentem as análises mais pessimistas”, disse ela, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

“A inflação do Brasil vem caindo de maneira consistente nos últimos meses. Nós sabemos que a inflação no país tem um caráter ciclosazonal. Agora estamos na baixa”, disse a presidente. “Temos certeza de que vamos fechar o ano com inflação dentro da meta.”

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Em junho, a inflação ao consumidor brasileiro desacelerou para 0,26 por cento, abaixo do esperado. No acumulado em 12 meses até junho, porém, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 6,70 por cento, acima dos 6,50 por cento do teto da meta do governo.

Pesquisa Reuters publicada nesta quarta-feira mostrou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, deve ter subido 0,11 por cento em julho, com o acumulado em 12 meses chegando a 6,43 por cento.

Sem populismo fiscal
Durante sua fala, Dilma disse que o Brasil tem uma situação de robustez fiscal e afirmou ser incorreto falar em descontrole das despesas do governo.

“A informação parcial confunde a opinião pública e visa criar ambiente de pessimismo que não interessa a nenhum de nós. O barulho tem sido muito maior que o fato… Temos dificuldades sim, mas temos situação hoje que não se compara a nenhum momento do passado”, afirmou Dilma.

Algumas manobras contábeis usadas pelo governo federal para cumprir a meta de superávit fiscal –a economia feita para o pagamento de juros da dívida– têm sido criticadas por economistas e analistas, que têm mostrado crescente preocupação com a deterioração das contas públicas.

No começo de junho, a agência de classificação de risco colocou o rating soberano do Brasil em perspectiva negativa, citando a política fiscal expansionista e o fraco crescimento econômico.

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Segundo a presidente, o pacto fiscal proposto por ela algumas semanas atrás durante reunião com governadores e prefeitos de capitais limita qualquer tentação de populismo fiscal e o governo só pode gastar aquilo que não comprometa o equilíbrio fiscal e o controle da inflação.