Discursos

Dilma afirma que PSDB cria “oposição ridícula” entre as regiões do País

Candidata também atacou Armínio Fraga, afirmando que ele - considerado o nome de Aécio para a Fazenda - "não gosta do salário mínimo"

SÃO PAULO – Com agenda lotada para a campanha de segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) participou de evento na Bahia nesta quinta-feira (9) e voltou a atacar o partido de oposição, PSDB. Citando as recentes declarações de Fernando Henrique Cardoso – que afirmou que os eleitores votam errado por não terem educação -, a candidata disse que os tucanos criam uma “oposição ridícula” entre o Sudeste e o Nordeste.

Dilma voltou a dizer que o discurso de Aécio Neves é conservador e que o “povo precisa lutar pelas conquistas dos últimos 12 anos”. “É uma visão preconceituosa e elitista. [Estão] dizendo que meus votos são os dos ignorantes e dos letrados são os deles. Eles não andam no meio do povo, não dão importância ao povo. Querem desqualificar, destilar um ódio mal resolvido”, disse a petista.

Mais tarde, ainda no mesmo evento, Dilma voltou a falar sobre esse preconceito que estaria sendo criado por seus adversários. “Somos um povo vocacionado a ter menos preconceito, a ser mais flexível. Por isso é muito grave quando dizem ‘votaram nesse projeto [do PT] porque as pessoas são desinformadas’. Isso é conversa velha. Me orgulha muito esse voto daqui do Nordeste”, disse ela, desta vez em discurso para prefeitos.

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Assim como tem feito nos últimos dias, Dilma voltou a a critica o economista Armínio Fraga, presidente do Banco Central durante o segundo mandato de FHC e apontado como ministro da Fazenda de Aécio. O tema das acusações desta vez foi o salário mínimo. “Uma coisa grave é que eles implicam com o salário mínimo. Esse senhor… não gosta do salário mínimo. Eles acham que o salário mínimo é recessivo. Isso é um escândalo”, afirmou.

Sobre o assunto, Armínio rebatou a fala da presidente, dizendo que não é verdade. “Trata-se de um absurdo, que repilo com veemência. Ela está mal informada ou distorce os fatos”, afirmou o economista em nota.