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Política

Dilma admite momento difícil, mas livra Minha Casa e Bolsa Família de ajustes

"Não ignoro a desaceleração da economia e do setor de construção civil neste momento, mas temos trabalhado sistematicamente para vencer a desaceleração", disse a presidente

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta terça-feira (10) que a economia brasileira está passando por um momento difícil, mas afirmou que está trabalhando sistematicamente para vencer a desaceleração, citando que é preciso fazer “correções e ajustes”. A exceção ficou com os programas Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. “Os demais programas passarão por ajustes”, falou durante a abertura do 21° Salão Internacional da Construção.

“Não ignoro a desaceleração da economia e do setor de construção civil neste momento, mas temos trabalhado sistematicamente para vencer a desaceleração”, disse a presidente para uma pequena plateia de empresários expositores na feira de construção.  

A presidente foi vaiada na chegada ao evento por trabalhadores e expositores durante visita à feira, que ainda não havia sido aberta para visitação. As manifestações ocorreram dois dias depois de ela também ter sido alvo de panelaço durante pronunciamento à nação na TV.

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Dilma reiterou no discurso  que as medidas de ajuste anunciadas pelo governo não vão interromper investimentos em infraestrutura. A presidente disse que anunciará em breve a 3ª fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e novas concessões em infraestrutura. 

“Nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que nós estamos vivendo. Nós passamos por problemas conjunturais, estritamente conjunturais, porque nossos fundamentos hoje são sólidos”, afirmou, reconhecendo, no entanto, a necessidade do ajuste.

Ela disse que o ajuste fiscal “não é um fim em si”. “Procuramos assegurar o crescimento da economia e do emprego, mantendo os programas importantes para o País”, disse. A uma plateia de empresários Dilma disse que vai anunciar neste mês novas concessões PPP e que em breve vai divulgar a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida. 

O ajuste fiscal proposto pelo governo visa a atingir uma meta de superávit primário de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto e, para isso, estão sendo feitos cortes orçamentários e mudanças em regras de benefícios trabalhistas e previdenciários e sendo reduzidas desonerações tributárias para vários setores da economia.

(Com Reuters)