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Rindo à toa

Dilma, a candidata dos bancos? Instituições nunca ganharam tanto no País

Quando Dilma assumiu o Brasil, os bancos representavam cerca de 20% dos lucros das empresas listadas na Bolsa; hoje, correspondem a 35%

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SÃO PAULO – O PT vem atacando a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, por ser “amiga” dos bancos devido à sua ligação com Neca Setúbal, herdeira do Itaú Unibanco e coordenadora do programa de governo da candidata. Mas, poderia o partido da candidata Dilma Rousseff fazer tal acusação? 

Um estudo recente mostrou que os bancos nunca ganharam tanto em relação ao total de lucro das empresas na listadas Bovespa do que no governo petista. Quando Dilma assumiu o Brasil, em 2010, as instituições financeiras representavam cerca de 20% dos lucros das empresas listadas na Bolsa. Atualmente, no acumulado de 2014 até 21 de setembro, esse percentual passou para 35%.

Já entre os maiores bancos privados – Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC3; BBDC4) -, esses representavam 13%, enquanto hoje correspondem a 26% dos lucros de todas as empresas listadas no Brasil. De 2010 até agora, os bancos lucraram R$ 2,324 bilhões, sendo que os três privados faturaram no período R$ 1,796 bilhões. 

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Os dados do estudo vão ao encontro com um levantamento recente feito pelo Valor Data, usando ranking das 50 maiores instituições financeiras, divulgado pelo Banco Central. De acordo com a pesquisa, os bancos lucraram R$ 513 bilhões nos doze anos da administração petista. Por comparação, os bancos lucraram R$ 31 bilhões nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, pelo PSDB. 

Agora, Dilma precisa se decidir: ou ela não gosta dos bancos ou ela ama os bancos privados e criou condições para eles lucrarem como nunca antes. Enquanto as instituições financeiras estão rindo à toa, a produção industrial está no mesmo patamar há sete anos. Fica a pergunta, seria Dilma a candidata dos bancos?