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Dificuldades de 2015 não apontam para nenhuma catástrofe, diz Jaques Wagner

"Democracia só funciona em um ambiente de tolerância. Creio que os brasileiros, que comemoram 30 anos de democracia ininterrupta, devem chutar a intolerância", reforçou o ministro durante evento em São Paulo

SÃO PAULO – O Brasil vive hoje um momento mais desafiador e duro, que demanda a colaboração de todos aqueles que pensam o país, em um ambiente regrado pela tolerância entre governistas e opositores. Esse é o tom do discurso do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que discursa na manhã desta segunda-feira (26) em evento realizado em São Paulo. Nome de confiança de Lula, que ganhou espaço na nova reforma ministerial organizada pela presidente da República Dilma Rousseff, o petista descartou o cenário de catástrofe, mas ressaltou dificuldades concentradas sobretudo no plano fiscal, onde recaem os principais esforços da equipe econômica atual.

“Democracia só funciona em um ambiente de tolerância. Creio que os brasileiros, que comemoram 30 anos de democracia ininterrupta, devem chutar a intolerância. A existência de governo e oposição são fundamentais para, a cada quatro anos, escolhermos o melhor caminho”, afirmou o ministro. Jaques Wagner defende que as soluções no campo econômico, para que o país supere o cenário de recessão, inflação e juros elevados, desemprego em crescimento e confiança de empresariado e consumidores em baixa, perpassam pela necessidade de um debate aprofundado, prejudicado por um “ambiente de intolerância”.

Apesar de o quadro de grandes desafios a curto e médio prazos, o ministro procurou dar palavras de tranquilidade em seu discurso, reforçando sua característica de político apaziguador: “Estamos em uma marcha segura. Quero contar com aqueles que pensam o Brasil”, concluiu Jaques Wagner em sua fala durante evento organizado pela revista CartaCapital.

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