Racionamento?

Diante de reunião emergencial de Dilma com elétricas, ações do setor despencam

Risco de racionamento volta à tona com reunião de Dilma e Edison Lobão com os representantes do setor

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SÃO PAULO – As ações do setor de energia elétrica têm as maiores perdas do Ibovespa depois da presidente Dilma Rousseff convocar uma reunião emergencial com o setor elétrico e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para a quarta-feira (9), conforme noticiado pela Folha de S. Paulo.

O teor da conversa será sobre o baixo nível dos reservatórios, elevando os rumores de um risco de racionamento. Há cerca de dez dias a presidente classificou como “ridículo” falar sobre racionamento.

As ações da Cemig (CMIG4, -5,29%, R$ 20,76) lideram as perdas do Ibovespa, seguidas pelas da Transmissão Paulista (TRPL4, -4,54%, R$ 34,04), Cesp (CESP6, -4,48%, R$ 18,53), Light (LIGT3, -4,33%), Copel (CPLE6, -4,23%, R$ 29,42), CPFL Energia (CPFE3, -4,09%, R$ 20,42), Energias do Brasil (ENBR3, -4,00%, R$ 11,52) e Eletropaulo (ELPL4, -3,12%, R$ 15,53). O principal índice da bolsa cai 0,62%, aos 62.138 pontos. As cotações são das 11h48 (horário de Brasília).

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A reportagem diz que, na avaliação do governo, os níveis já estão 62% abaixo dos registrados em 2012. As altas temperaturas também ajudam a elevar o consumo de energia elétrica.

Algumas medidas já vem sendo tomadas para aumentar a oferta de energia, como a reativação da usina Uruguaiana, parada desde 2009, e a retomada em capacidade máxima das usinas térmicas.