Desenvolvimentismo será marca da nova gestão do BNDES

Nova diretoria do banco pretende abandonar a postura corporativa e priorizar o desenvolvimentismo econômico e social

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SÃO PAULO – Ao que tudo indica, o novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa, pretende re-direcionar o foco da entidade, abandonando a postura adotada na gestão anterior e voltando a ter um caráter mais desenvolvimentista.

Durante o governo passado os principais focos do BNDES eram a redução do risco de prejuízo do banco, o fomento ao mercado de capitais e a análise de projetos viáveis. Neste sentido, a administração do banco era mais parecida com a de um banco corporativo.

Nova diretoria está atrelada a Conceição Tavares

Um indicador de mudança de foco do BNDES foi a divulgação da nova diretoria do banco, feita na última terça-feira por Carlos Lessa. Grande parte dos novos diretores foi indicada por economistas do PT (principalmente pela ex-deputada Maria da Conceição Tavares), enquanto outra é formada por pessoas que já trabalharam na instituição na década de 80.

Um traço comum aos integrantes da nova diretoria é o fato de todos serem procedentes de escolas do pensamento econômico que pregam o crescimento econômico via substituição competitiva das importações, ainda que isto incorra em maior risco.

Conceição Tavares fala em retorno à função original

A economista Maria da Conceição Tavares afirmou que, ao reassumir uma postura desenvolvimentista, o BNDES não estará retrocedendo na sua evolução. Segundo Tavares, o banco estará retomando a noção de desenvolvimento econômico e social, contribuindo, dessa forma, para o projeto de Nação do novo governo.

O Banco deverá ser peça-chave no governo Lula, uma vez que tem potencial para se tornar um centro irradiador de projetos ligados ao crescimento e desenvolvimento econômico, possibilitando, inclusive, uma maior integração entre as diversas regiões do país.

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