Inferno astral

Desempenho fraco de Alckmin em pesquisas faz renascer especulação sobre João Doria

Enquanto não melhorar seu desempenho nas pesquisas eleitorais, ex-governador enfrentará crescente pressão externa e interna

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SÃO PAULO – Em meio ao mau desempenho nas recentes pesquisas eleitorais, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta uma nova dor de cabeça em sua pré-campanha. Conforme noticiaram os jornais nesta sexta-feira, o ex-prefeito João Doria, pré-candidato ao governo de São Paulo, voltou a entrar em sondagens eleitorais, o que tumultua novamente os planos de Alckmin.

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De acordo com reportagem do jornal O Globo, a inclusão do nome de Doria em pesquisa registrada pelo Instituto Ipsos na última quarta-feira que vai medir a aprovação e o grau de conhecimento de presidenciáveis e figuras públicas fez a equipe de Alckmin acender um sinal de alerta.

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Diz a reportagem que há um temor de que outros institutos repitam o procedimento. Caso o ex-prefeito paulistano apresente bom desempenho no levantamento, a sombra sobre a atual candidatura presidencial dos tucanos deve crescer.

Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, aliados do ex-governador receberam o resultado de pesquisas que sondaram o potencial de uma chapa 100% tucana, com Doria na vaga de vice. De acordo com fontes com acesso ao levantamento, a união fez Alckmin saltar de um para dois dígitos nas intenções de voto.

A formação de uma chapa pura é pouco provável neste momento, mas pode ser um indicativo de maior viabilidade eleitoral do ex-prefeito na disputa presidencial. Em um cenário de tamanha pulverização de candidaturas na centro-direita, os esforços por arranjos entre os partidos jogam contra resultados de chapas puras.

A última pesquisa CNT/MDA mostrou que Alckmin escorregou na corrida presidencial. O levantamento, feito entre os dias 9 e 12 de maio, apresentou o ex-governador com algo entre 5,3% e 8,1% das intenções de voto, dependendo do cenário avaliado, desconsiderando a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março, o tucano aparecia com 8,6% ou 8,7% das intenções de voto.

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