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Depois dos EUA, União Europeia pode criar sanções contra petróleo do Irã

Líderes globais querem embargo para punir programa nuclear iraniano, mas temem escalada nos preços da commodity

SÃO PAULO – Após os Estados Unidos anunciarem o congelamento das compras de petróleo vindo do Irã, a União Europeia pode resolver fazer o mesmo até o fim deste mês, segundo a imprensa internacional. Em 30 de janeiro, uma reunião de líderes deve definir o embargo à commodity, em meio as preocupações quanto ao programa nuclear iraniano.

O impasse se intensificou depois que o Irã realizou testes de mísseis balísticos, e a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou um relatório em que denuncia o desenvolvimento de tecnologia para a criação de armas atômicas. A reposta do país também foi militar, afirmando que pode retaliar contra as restrições atacando ou impedindo a presença de navios no Estreito de Ormuz.

Pela região passa a maior parte dos transportadores de petróleo do mundo, chegando próximo a 40% do total comercializado. O Parlamento do Irã discute a possibilidade de que todas as embarcações estrangeiras que passarem pelo caminho tenham que ganhar a permissão de Teerã para circularem.

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Perigo sobre o petróleo
Na quarta-feira (4), o preço do petróleo bruto na Europa subiu à máxima de dois meses, para US$ 113,97 o barril, logo após a UE anunciar que poderia se juntar ao embargo.

Esse patamar renova as preocupações tanto de Barack Obama, presidente norte-americano, como de algumas nações europeias, de que as sanções possam trazer uma nova disparada nas commodities de energia, o que atrapalharia uma recuperação da economia global.

Entre as nações que mais preocupam na crise da dívida da Zona do Euro, Grécia, Itália e Espanha têm intensificado suas compras do óleo iraniano, e teriam agora que buscar um fornecedor alternativo. Os italianos afirmaram que podem até apoiar a decisão do bloco, mas quer continuar recebendo entregas do Irã que correspondem ao pagamento de uma dívida de € 1 bilhão à petrolífera Eni SpA, como informa o Wall Street Journal.