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Cheque milionário

Denúncia contra Temer pode ser fogo de palha: “como ele cai se ninguém quer empurrar?”

Apesar do aparente aumento de temperatura, o novo episódio pode ter efeitos políticos reduzidos sobre a sustentação da gestão do peemedebista na prática, embora pela via jurídica ainda seja um acontecimento impactante

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SÃO PAULO – A divulgação de um cheque nominal no valor de R$ 1 milhão recebido diretamente por Michel Temer como doação eleitoral pela construtora Andrade Gutierrez trouxe, mais uma vez, tremores ao mundo político na capital federal, em um momento em que a imprensa já chamava atenção para o crescimento do estado de atenção do governo e sua base aliada para os riscos de uma cassação da chapa presidencial eleita por meio de processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral.

Apesar do aparente aumento de temperatura, o novo episódio pode ter efeitos políticos reduzidos sobre a sustentação da gestão do peemedebista na prática, embora pela via jurídica ainda seja um acontecimento impactante. Para Richard Back, analista político da XP Investimentos, o episódio tem aspectos de fogo de palha. “Isso causará alguma dificuldade, mas daqui a duas semanas já diminui bastante. Como ele cai se ninguém está disposto a empurrar?”, afirmou.

Outro aspecto que joga a favor de Michel Temer — que hoje responde a um processo contra sua candidatura em conjunto com Dilma Rousseff no TSE e que pode culminar na cassação da chapa por supostas irregularidades de contas — é a boa relação que tem com o presidente da corte eleitoral, Gilmar Mendes, conhecido por sua proximidade a figuras importantes dentro do PSDB, partido autor da ação apresentada na época em que a petista ainda comandava o país e que desde o impeachment compõe a base governista.

Desta forma, as expectativas são de que nos bastidores se trabalhe para o esfriamento do caso. Existe a interpretação no mundo político de que Gilmar Mendes só pautará o assunto caso os prejuízos estejam dentro dos cálculos.