Delúbio Soares depõe na CPI dos Bingos, mas pouco acrescenta às investigações

Ex-tesoureiro do PT disse não saber nada relacionado às acusações de Sílvio Pereira publicadas no jornal "O Globo"

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SÃO PAULO – Questionado sobre as denúncias de Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, publicadas no jornal “O Globo”, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, que foi intimando a depor nesta terça-feira e não teve obteve do Supremo Tribunal Federal a proteção de um habeas-corpus, pouco acrescentou às investigações.

Interrogado sobre a acusação de que Marcos Valério pretendia arrecadar R$ 1 bilhão com empresas que detinham negócios com o governo, Soares disse não saber de nada e que essas afirmações são de responsabilidade do ex-secretário-geral do PT.

Delúbio também negou qualquer recebimento de recursos ou envolvimento com pessoas ligas à prefeitura de Ribeirão Preto ou empresa de limpeza pública daquela cidade.

Doações de campanha

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Em relação à suposta extorsão realizada por Waldomiro Diniz e Rogério Buratti à empresa de tecnologia Gtech para a renovação de contratos com a Caixa Econômica Federal, o ex-tesoureiro do PT também negou qualquer envolvimento.

Outro ponto levantado pelos membros da CPI dos Bingos diz respeito às acusações de que o PT teria recebido de Cuba, Marcos Valério e empresários ligados a casas de bingo angolanas doações para a campanha presidencial de 2002.

Apesar de ter confirmado que pegou empréstimos pelas empresas de Marcos Valério, Delúbio Soares disse não saber de nada sobre estas doações de campanhas e que tomou conhecimento desses casos pela imprensa.