Radar político

Delação de Cunha, choro de Geddel e mudança na Lava Jato: as 6 notícias políticas desta quinta

Veículos de imprensa afirmam que delação de Cunha está próxima de sair, enquanto Temer grava mensagem otimista antes de ir ao G20

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SÃO PAULO – A quinta-feira (6) voltou a ser marcada pelo agitado cenário político doméstico. Entre os destaques, diversas veículos da imprensa comentaram sobre a proximidade do fechamento do acordo de delação premiada do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Outra novidade que chamou atenção do mercado ficou para o fim da força-tarefa exclusiva da Lava Jato em Curitiba. Veja os destaques:

Fim da força-tarefa exclusiva da Lava Jato em Curitiba
O grupo de trabalho com agentes e delegados dedicados exclusivamente às investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, foi encerrado pela direção-geral da corporação nesta última semana. Com isso, os grupos da Lava Jato e da Carne Fraca passam agora a integrar juntos a Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas).

A medida, segundo a PF, “prioriza ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário”, e aumenta o efetivo dedicado ao combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Para a instituição, o número de policiais na sede do Paraná “está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade”.

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A força-tarefa da Lava Jato já havia sofrido um corte significativo em maio, quando o número de delegados dedicados à operação na PF de Curitiba caiu de nove para quatro. O argumento, na época, foi a queda da demanda da operação, e a criação de grupos em outros Estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Delação de Eduardo Cunha
Além das dificuldades na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) Câmara dos Deputados para barrar a denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot, a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima e os sinais de que o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) vem se viabilizando como alternativa ao poder, outras duas notícias bastante negativas apareceram para o presidente Michel Temer nos últimos dias. 

Entre ontem à noite e hoje, diversas notícias trataram sobre a iminente delação de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha, após meses de rumores sobre se eles iriam falar ou não à Justiça e ao Ministério Público. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Cunha já está finalizando os textos com as informações para o acordo de delação e rascunhou mais de cem anexos para a colaboração.

A negociação tem sido considerada satisfatória e a expectativa é que ele entregue os documentos confessando e delatando crimes já na próxima semana. E, de acordo com a reportagem, Cunha deve envolver diretamente Temer, os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) em sua delação.

Para conferir a análise completa, clique aqui.

Depoimento de Geddel
Durante audiência de custódia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou que sempre cooperou com a Justiça, disse que foi ‘surpreendido’ com sua prisão preventiva e “caiu no choro” quando ouviu do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira que seria mantido preso. A detenção dele foi decretada nesta semana pelo juiz no âmbito da ‘Operação Cui Bono?’.

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“Tudo isso pra mim aqui é uma surpresa. Tenho 58 anos de idade e não tinha nenhum tipo de problema. Coopero com a Justiça e sempre cooperei. Tudo que eu fiz foi sob orientação dos meus advogados. Tenho crença inabalável que em nenhum momento eu tomei nenhuma atitude que pudesse ser interpretada como um embaraço à Justiça”, afirmou ao juiz.

Assista ao vídeo e confira detalhes do depoimento clicando aqui.

Aloysio Nunes defende Temer
Em vídeo gravado na tarde desta quinta-feira (6), às véspera de embarcar com Michel Temer para o encontro do G-20, o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP), gravou vídeo criticando a denúncia de corrupção apresentada por Rodrigo Janot e orientou os deputados da base para que “meditem” antes de decidir votar contra o presidente: “os deputados da base precisam pensar muito. Vale a pena, com base em uma denúncia frágil, jogar o País em um vulcão?”.

Para o ministro, não existem dúvidas de que a acusação formulada pelo procurador-geral da República é absolutamente vazia, sem qualquer conteúdo de prova, uma vez que não existem indícios de que Temer teria solicitado ou recebido qualquer vantagem indevida: “não se trata de votar contra Temer ou a favor de Temer. Trata-se de avaliar com isenção, do ponto de vista jurídico, constitucional, uma acusação absolutamente falha”, avalia o tucano (veja o vídeo clicando aqui).

Votação da denúncia contra Temer
O Palácio do Planalto quer fechar o primeiro semestre legislativo com a denúncia contra o presidente Michel Temer votada no plenário da Câmara, mesmo que isso implique em um adiamento do recesso, disse um auxiliar presidencial e um parlamentar oposicionista a par das negociações.

Há um acordo entre Presidência da Câmara e o Palácio do Planalto para que o recesso se inicie após a votação da denúncia e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, em uma espécie de recesso móvel, disseram as fontes para a Bloomberg (confira os detalhes clicando aqui).

Mensagem de Temer
O presidente Michel Temer gravou um vídeo antes de embarcar para a Alemanha, onde participará do encontro do G20, que reúne líderes das 20 maiores economias do mundo. O vídeo, divulgado pouco após a partida do presidente para a Europa, destacou resultados positivos na economia. Temer volta do compromisso no sábado, desembarcando no Brasil no domingo.

Entre os pontos destacados por Temer estão os dados divulgados na última segunda-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que registram aumento das vendas das fábricas brasileiras. O presidente também mencionou o superávit na balança comercial brasileira, o melhor dos últimos 29 anos, além do aumento nas vendas dos eletrodomésticos.

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“Os fundamentos econômicos estão todos melhorando: inflação, juros, emprego, exportação, indústria, comércio e a agricultura. Por isso eu digo que há motivos para o otimismo. A recuperação é inequívoca. O câmbio é competitivo, o Brasil é competitivo”, acrescentou. No pronunciamento, Temer também destacou a aprovação do regime de urgência da tramitação da reforma trabalhista no Senado, no que chamou de “um trabalhado avanço”.

Clique aqui e assista ao vídeo gravado por Temer.