Defesa de Bolsonaro diz que tomará medidas legais após Moraes recusar pedido

Ministro do STF recusou ao menos três pedidos de transferência do ex-presidente para um hospital após queda

Caio César

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em agosto de 2025.  Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em agosto de 2025. Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO

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A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que adotará medidas legais cabíveis para reverter a decisão do ministro do Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes, que negou a transferência do ex-presidente a um hospital particular para a realização de exames após ter batido a cabeça durante uma queda na prisão.

“A defesa está tomando as medidas legais cabíveis e não esmorecerá diante de um estado de coisas que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana, tão caro na legislação”, disse o advogado Paulo Cunha Bueno.

Para o advogado, a decisão é injustificada e uma violação de direitos, uma vez que um trauma craniano demanda investigação laboratorial e não somente clinica, como ofertado nas dependências da Polícia Federal onde Bolsonaro se encontra preso desde 22 de novembro.

Em publicação na rede X, Bueno comparou o caso do ex-mandatário ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar pela idade avançada e questões de saúde.

Jair Bolsonaro teve ao menos três pedidos de transferência ao hospital negados por Moraes. A recusa se base em um laudo médico, solicitado à Polícia Federal e que aponta que o ex-presidente teve indícios de ter caído da cama durante a noite, resultante em um traumatismo leve e que, em um primeiro momento, não demanda investigação aprofundada.