Defesa de Bolsonaro chama pena de “excessiva” e promete recorrer no Brasil e fora

Advogados disseram respeitar decisão do STF, mas afirmaram que condenação de 27 anos é desproporcional e insistem que ex-presidente não participou de plano golpista

Reuters

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está em sua casa sob prisão domiciliar, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está em sua casa sob prisão domiciliar, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO

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A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que recebe a condenação do ex-presidente no Supremo tribunal Federal (STF) por cinco crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado “com respeito”, mas também com “profunda discordância e indignação”.

A equipe de defesa do ex-presidente reiterou a posição defendida perante o tribunal de que ele não atentou contra o Estado Democrático ou participou de qualquer plano, além de não ter participado dos atos de 8 de janeiro de 2023.

“A defesa entende que as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional”, diz nota assinada pelos advogados de defesa Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno.

Bolsonaro foi condenado nesta quinta-feira por cinco crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota na eleição de 2022 e o sentenciado a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado.