Defensoria do DF apura condições de saúde de Bolsonaro após denúncia de parlamentares

Investigação ocorre após parlamentares do PL solicitarem que órgão fiscalize condições em que o ex-presidente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal

Caio César

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está em sua casa sob prisão domiciliar, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está em sua casa sob prisão domiciliar, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO

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A Defensoria Pública do Distrito Federal abriu uma investigação para apurar a condição de saúde Jair Bolsonaro e se estão sendo respeitadas as “necessidades especiais” do ex-presidente.

A investigação ocorre após denúncia conjunta do senador Izalci Lucas (PL-DF) e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Os pedidos foram apresentados depois de Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça durante a madrugada da última terça-feira (6).

Os parlamentares solicitaram uma inspeção presencial no local em que Bolsonaro está custodiado, além da verificação do atendimento de saúde e a análise de possíveis medidas de caráter humanitário a serem adotadas.

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Em nota, a Defensoria afirmou que a “fiscalização e a garantia de direitos fundamentais de pessoas sob a custódia do Estado” é parte de suas atribuições, e que atua de forma técnica, imparcial e independente.

Nas redes sociais, o senador Izalci Lucas publicou um vídeo justificando o pedido e solicitando que Bolsonaro seja transferido para a prisão domiciliar. Na publicação, o parlamentar destaca que a saúde do ex-presidente exige atenção contínua, mas “ainda assim, o ministro Alexandre de Moraes segue tomando decisões desumanas e motivadas por vingança política”.

Em outra postagem, o parlamentar reforça que “do jeito que a situação se apresenta hoje, o risco de morte [de Bolsonaro] é real”.

“Não se trata de privilégios, mas de garantir um tratamento minimamente humanitário. A conduta do ministro Alexandre é incompatível com qualquer lógica de humanidade. O que se vê é uma perseguição evidente, movida por desejo de vingança e ódio. Não podemos normalizar esse tipo de injustiça”, concluiu.

Ambos os pedidos ocorrem após Moraes negar, novamente, recurso protocolado pela defesa de Jair Bolsonaro solicitando que a condenação do ex-presidente fosse reavaliada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.