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A deputada Caroline de Toni decidiu deixar o Partido Liberal após mudança de rota definida pela direção nacional da legenda para Santa Catarina. Em reunião realizada na quarta-feira (4) com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a parlamentar foi informada de que não integrará o projeto do PL para o Senado em 2026, segundo apuração do UOL.
O redesenho passa por duas decisões centrais. A reserva de uma das vagas ao Senado para o vereador Carlos Bolsonaro e a cessão da outra à federação entre União Brasil e Progressistas. Com isso, a hipótese de uma chapa exclusivamente liberal no estado foi descartada pela Executiva Nacional.
Como tentativa de acomodação, Valdemar apresentou caminhos alternativos à deputada, entre eles, disputar a vice-governadoria ou manter-se na Câmara com a promessa de liderança futura da bancada. As opções não foram aceitas. A partir daí, De Toni passou a avaliar novas siglas, com conversas preliminares envolvendo Republicanos e Avante.
Oportunidade com segurança!
A guinada nacional colide com o discurso do comando estadual. O governador Jorginho Mello, que também preside o PL em Santa Catarina, havia sinalizado apoio à deputada para o Senado. Nos bastidores, porém, prevaleceu a costura com a federação, impulsionada pelos presidentes Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), que condicionaram alianças estaduais à garantia de espaço na chapa.
Com a saída de De Toni do radar, o arranjo passa a favorecer o senador Esperidião Amin, do PP, como nome da federação ao Senado. O movimento também reposiciona o xadrez para o governo estadual. O coordenador da federação em SC, Fábio Schiochet, afirmou que o PL teria prazo até o fim de fevereiro para concluir a definição.
Sem consenso, União Brasil e PP avaliam apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do PSD, como alternativa ao projeto do PL no estado.
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