Equipe

De Meirelles a Kassab: os 14 nomes do ministério de Michel Temer

"Notáveis" perdem espaço para indicações políticas na base do novo governo

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Com a votação que deverá selar o afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo, o vice Michel Temer corre para avançar o máximo possível na resolução do quebra-cabeça ministerial. De acordo com matérias publicadas na imprensa nacional, o peemedebista já tem boa parte de sua equipe definida, sem notáveis, mas com indicações políticas que prometem garantir base de sustentação no Congresso e um enxugamento de dez pastas em comparação às atuais 32.

Neste momento, os nomes já confirmados por Temer são:

– O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no ministério da Fazenda, que já indicou a reforma da previdência uma de suas principais agendas;

Aprenda a investir na bolsa

– Ex-ministro da Aviação Civil e braço-direito de Temer, Eliseu Padilha irá para a Casa Civil;

– O ex-ministro e líder peemedebista Geddel Vieira Lima para a Secretaria de Governo, pasta com a responsabilidade de conduzir a articulação política do governo que entra;

– O senador, ex-líder dos governos anteriores e atual presidente do PMDB Romero Jucá, que domina como poucos políticos brasileiros a matéria orçamentária, para o ministério do Planejamento;

– O deputado Osmar Terra deverá entrar para o ministério Social, responsável por programas como o Bolsa Família;

– O deputado Maurício Lessa, que abandonou a liderança do PR para apoiar o impeachment de Dilma, será o ministro dos Transportes. A pasta incorporará a secretaria de Portos, que ficará novamente com Helder Barbalho, e a Aviação Civil, que ficará com Dario Lopes — técnico ligado a Kassab;

– Um dos principais nomes da oposição, o senador José Serra será o ministro das Relações Exteriores. O tucano tenta ganhar maior projeção na gestão peemedebista para se candidatar novamente à presidência em 2018;

PUBLICIDADE

– Articulador importante do impeachment na Câmara e autor do voto que definiu a derrota de Dilma no plenário da casa, o deputado e ex-líder da minoria Bruno Araújo será o novo ministro das Cidades;

– Um dos homens mais poderosos donos de terras no centro-oeste brasileiro, o bilionário senador Blairo Maggi comandará a Agricultura. Apesar de hoje ser filiado ao PR, o parlamentar representará o PP na equipe de Temer;

– O deputado Ricardo Barros deverá ser indicado para ser o novo ministro da Saúde. O parlamentar do PP foi relator do orçamento de 2016 no congresso, e ficou conhecido por um episódio no qual pediu a redução nos gastos com o Bolsa Família para fechar as contas;

– Atual secretário de Segurança Pública da gestão Geraldo Alckmin em São Paulo, Alexandre de Moraes deverá ser o novo ministro da Justiça de Temer. Algumas polêmicas como seu histórico como advogado de Eduardo Cunha trazem resistências a seu nome na sociedade;

– Um dos principais aliados de Dilma até poucos meses atrás, o ex-ministro das Cidades e prefeito de São Paulo Gilberto Kassab será o nomo ministro da pasta que fundirá Comunicações com Ciência, Tecnologia e Inovação;

– Filho do ex-presidente e cacique peemedebista José Sarney, o deputado Sarney Filho assumirá o ministério do Meio Ambiente, representando o PV. O parlamentar é militante ambientalista e recentemente assumiu protagonismo na negociação de alterações no código mineral que tramita na Câmara desde 2013;

– Fechando a lista de confirmados aparece o deputado e líder do DEM Mendonça Filho. Importante articulador pelo impeachment de Dilma na Câmara, o parlamentar ficará com o comando do ministério da Educação e Cultura. Com a fusão das pastas, o deputado Roberto Freire como representante do PPS ficará com a secretaria de Cultura em vez do comando do ministério.

Contam os jornais que ainda há dificuldades do vice agradar a bancada do PRB, que antes havia recebido a oferta do ministério da Ciência e Tecnologia. O PSC tende a ficar com o INSS, mas não está satisfeito, enquanto o PTB de Jovair Arantes tende a ficar com o Ministério do Trabalho. Neste momento, seguem vagos os ministérios da Defesa, Indústria e Comércio, Esporte, Integração Nacional, Turismo e Minas e Energia.

PUBLICIDADE