Nos corredores do debate

De happy hour à ”climão” entre PSB e PSDB: confira os bastidores do debate dos presidenciáveis

Membros da comitiva petista que está nos estúdios da Rede Globo comemorou timidamente o inicio pouco amistoso entre Marina Silva e Aécio Neves

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RIO DE JANEIRO – Além dos possíveis ataques contra a presidente da república, Dilma Rousseff, do PT, é esperado embates tensos entre Marina Silva, presidenciável do PSB, e Aécio Neves, do PSDB. A tensão já estava no ar no momento em que os fotógrafos e cinegrafistas entraram no estúdio para fazer registros antes do debate. 

Happy hour
Quando se encontraram, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o seu ex-correligionário no PT e ex-companheiro na Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PSB), fizeram uma verdadeira festa, diferentemente das trocas de olhares fulminantes entre suas presidenciáveis, Dilma e Marina, respectivamente. Sem poder marcar um happy hour ainda hoje, depois do debate, se comprometeram a marcar um almoço após as eleições. “Vamos sair para comer quando tudo isso acabar? Precisamos colocar o papo em dia”, disse o ministro a um dos coordenadores de campanha de Dilma em tom amistoso.

Briga na oposição, festa no PT
O tom ácido entre Marina e Aécio logo no início do debate destoou das promessas de Walter Feldman, coordenador da campanha da ex-senadora. Tucanos e pessimistas chegaram a demonstrar desconforto na plateia. Entre os aliados de Dilma, o vice-presidente, Michel Temer, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comemoraram timidamente. “Agora eles precisam brigar entre si para saber quem vai para o segundo turno”, afirmou Mercadante, sinalizando que Dilma não deve ser tão atacada quanto no debate da Rede Record, em função da vantagem que abriu frente aos seus adversários nos levantamentos divulgados desta semana.

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Todos amam Eduardo
A postura de Eduardo Jorge, presidenciável do PV, vem agradando a muitos jovens, mas também parece ter a simpatia de muitos adversários. Boa parte da plateia ensaiou sorrisos diante das críticas que ele fez ao candidato do PRTB, Levy Fidelix, por seu discurso homofóbico e conservador. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi um dos que mais demonstrou empatia com o posicionamento do candidato do PV.

Levy arranca risos novamente
Ao reforçar sua opinião conservadora, Levy arrancou algumas gargalhadas de alguns membros do PSC e do PRTB. “Lamentável essa postura”, comentou o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco.

Felicidade entre os tucanos
O candidato à vice-presidência pelo PSDB, Aloysio Nunes, era só sorrisos em um dos intervalos ao falar com o candidato ao governo de Minas Gerais do partido, Pimenta da Veiga, e o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman. Além de estar satisfeito com o desempenho do seu companheiro de chapa, ele lembrou da brincadeira de Aécio antes do início do debate. Durante o teste dos microfones, o tucano brincou: “Alô. Aécio, 45”. O único que fez um cumprimento tão descontraído quando o ex-governador de Minas gerais foi Eduardo Jorge, que disse: “Boa noite, ele é 45, mas eu sou 43”

Questionado sobre o clima da campanha, Aloysio disparou elogios sobre Aécio e destacou a alma divertida do neto de Tancredo Neves. O ex-jogador, Ronaldo, e o empresário, Alexandre Acioly, acompanhavam o grupo.

“Não perdi nada”
Indagado sobre o que achou das críticas que recebeu da candidata do PSOL, Luciana Genro, o economista Armínio Fraga, cotado para ser ministro da Fazenda em um eventual governo de Aécio, disse que não estava na plateia quando foi citado pela socialista. Bem humorado, o ex-presidente do banco central brincou sobre o tom ácido de Luciana: “Não perdi nada”.

Hit do debate
Por ter sido citado em mais de uma oportunidade pelos presidenciáveis, Armínio começou a ser alvo de brincadeira dos líderes tucanos. Diante dos ataques, os peessedebistas afirmaram que ele deveria pedir direito de resposta.

Dilma “calminha”
O comportamento da presidente está agradando os seus aliados. Moreira Franco, Mercadante e o ministro da secretária de Comunicação Social da presidência, Thomas Trauman. Para eles, Dilma está muito melhor no último debate antes da eleição, porque está mais calma do que nos debates anteriores. “Ela está serena, calminha”, disse Mercadante, completando que o comportamento pode ser atribuído à sua melhora nas pesquisas e à maior vantagem em relação aos seus principais opositores, Aécio e Marina.

Orgulhando FHC
Líder tucano mais próximo de Aécio, o ex-presidente Fernando Henrique elogiou o desempenho do presidenciável do PSDB e afirmou que “ele está demonstrando segurança. Está muito bem”. Para FHC, Dilma distorce a realidade e confunde palavras propositadamente. “Ela fala em 56 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, quando são pessoas e não famílias”, acrescentando que a presidente Dilma mente ao dizer que o Brasil faliu três vezes durante a gestão do líder tucano. Além disso, o ex-presidente disse que não está medindo esforços para colaborar com a campanha do correligionário e afirmou que acredita que o candidato do PSDB passará ao segundo turno. Por último, ele demonstrou ligeira decepção com a postura de Marina ao afirmar que ela está pouco enfática.

Estratégias diferentes
Enquanto a candidata à presidência do PSB teve que dividir seus ataques entre Dilma e Aécio, com o objetivo de consolidar sua imagem como melhor opção para enfrentar a presidente no segundo turno, o tucano preferiu centralizar seus ataques na presidente para se posicionar como o principal nome anti-PT da corrida eleitoral.

Desânimo no PSB?
Os recentes números revelados pelo Ibope e pelo Datafolha poderiam representar algum desânimo para os líderes da campanha do PSB. Porém, Walter Feldman, coordenador de campanha de Marina destacou qualquer tipo de sentimento negativo sobre os dados. Segundo ele, trackings apontam que a queda da ex-senadora estancaria ainda nesta semana. Por isso, os pessebistas continuam otimistas com o triunfo de Marina sobre Aécio.

PV na mira de Marina
O candidato do PV, Eduardo Jorge, considerado um dos mais carismático dessa corrida presidencial, já estaria na mira do PSB. De acordo com correligionário do candidato do PV, correligionários de Marina já buscaram o partido para estabelecer alianças caso Marina passe para o segundo turno.

De olho em SP
Os petistas estarão de olho em São Paulo neste domingo. Para eles, o estado será determinante para definir quem irá para o segundo turno com a presidente. Otimista, o núcleo da campanha de Dilma pontuou que, embora pareça um sonho distante, ainda é possível se consagrar nas urnas no primeiro turno.

Quitutes de primeira
Se você achou que o banquete servido no debate entre os candidatos ao governo era insuperável, se enganou. As “comidinhas” servidas para os candidatos e seus convidados eram um excelente exemplo de boas vindas. Entre os pratos, cannelloni de mussarela de búfala com molho de tomate ou molho funghi; salada de grãos; e canapés de tomate seco com mussarela. Mousse de chocolate e banana com merengue eram agumas das opções de sobremesa.