Datafolha: 46% dos brasileiros vê piora na economia

Embora represente um aumento da insatisfação, número é considerado um resultado mediano na gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT)

Caio César

Ministro Fernando Haddad 
24/09/2025
REUTERS/Adriano Machado
Ministro Fernando Haddad 24/09/2025 REUTERS/Adriano Machado

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A população brasileira está mais pessimista e 46% vê piora da situação econômica do país nos últimos meses, segundo dados divulgados pela última pesquisa Datafolha, publicada nesta terça-feira (10). O valor representa um recuo na leve melhora observada em dezembro 2025, quando o levantamento marcava 41%.

Embora represente um avanço na deterioração econômica do ponto de vista da população, o número representa um resultado intermediário da gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que já viu a avaliação ir de 35% nas pesquisas de 2023 para 55% registrado em abril do ano passado.

O número daqueles que esperam uma piora econômica nos próximos meses também aumento consideravelmente em relação ao levantamento anterior. Em dezembro, 21% dos brasileiros consideravam que ela iria piorar, nesta rodada de pesquisa 35% esperam por uma piora considerável.

O número também representa uma queda de 16% nos otimistas. Em dezembro 46% dos entrevistados achavam que o país iria melhorar, hoje esse número caiu para 30%.

Faixa salarial e renda

O pessimismo econômico é maior entre aqueles que estão no grupo acima de dez salários mínimos (11%) do que os que recebem até dois mínimos (33%). A faixa considerada mais otimista foi contemplada neste ano com a isenção do Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil.

Endividamento

A pesquisa revela também um aumento da insatisfação do brasileiro em relação à sua própria situação financeira. 33% dos entrevistados avaliam que sua situação econômica piorou nos últimos meses, 7 pontos percentuais a mais que na rodada interior, quando o pessimismo sobre a própria situação financeira atingia 26%.

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O levantamento Datafolha entrevistou 2.004 em 137 municípios pelo Brasil, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.