Emprego

Dado de emprego dominará atenção dos mercados às 15h; ministro já avisou o que vai acontecer

"Os números serão ainda negativos, mas a nossa expectativa é de que até o final do ano vamos retomar [o crescimento dos empregos]”, afirmou Manoel Dias

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SÃO PAULO – Hoje às 15h (horário de Brasília), mais um dado que promete agitar os mercados sairá, dando mais algumas indicações sobre o cenário econômico. Serão revelados os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O Caged é um índice divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego – ele mede apenas os trabalhadores com carteira assinada ao receber as informações das empresas sobre trabalhadores demitidos e contratados em todas as empresas do Brasil. 

A previsão é de que os números venham ruins, com previsão de fechamento de 82.200 a 140.000 postos de trabalho e mediana de fechamento de 111.300 vagas. 

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Aliás, o próprio ministro do Trabalho, Manoel Dias, adiantou que os números serão ruins. Questionado se o resultado poderia ficar perto do de junho, quando houve a eliminação de mais de 111 mil postos de trabalho, o ministro disse que deve ser algo “em torno disso”, mas comentou que ainda não tinha visto os números finais. “Os números serão ainda negativos, mas a nossa expectativa é de que até o final do ano vamos retomar [o crescimento dos empregos]”. 

Assim, o Caged deve reforçar o dado negativo da taxa de desemprego divulgada ontem pelo IBGE, que subiu de 6,9% para 7,5%, acima das previsões mais pessimistas. Ao ser perguntado sobre o assunto, Dias afirmou que tem gente que torce até para um desemprego de 100%. “Mas isso não vai ocorrer. O País está tomando as medidas necessárias, o governo tem retomado os investimentos”, afirmou, acrescentando que a economia está sendo afetada por uma crise política.

E, em meio ao cenário bastante negativo para a economia, com um dos últimos pilares da economia, que era a taxa de desemprego baixa, o governo deve olhar os números de hoje com bastante atenção – assim como o mercado financeiro. 

Ontem, ao comentar sobre os dados de emprego divulgados pelo IBGE ontem, a presidente Dilma Rousseff afirmou que se preocupa “todo dia” com a alta do desemprego e da inflação.