Segundo Estadão

Da prisão, Marcelo Odebrecht pediu em bilhete destruição de provas, diz PF; empresa rebate

A PF informou ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação, que "como de praxe as correspondências dos internos são examinados por medida de segurança"; empresa responde; as informações são do jornal O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Polícia Federal informou à Justiça ter apreendido um bilhete manuscrito de Marcelo Odebrecht, que seria enviado a seus advogados, contendo a expressão “destruir e-mail sondas”. O presidente da Odebrecht foi preso na sexta-feira no âmbito da Operação Lava Jato e, segundo a PF, este bilhete foi apreendido na segunda-feira (22). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A PF informou ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação, que “como de praxe as correspondências dos internos são examinados por medida de segurança”. A PF copiou o bilhete.

De acordo com a PF, uma das provas que pode incriminar Odebrecht é uma troca de e-mails entre funcionários da empreiteira. A mensagem eletrônica de 2011 fez referência à colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas. 

PUBLICIDADE

Defesa
E, segundo informações da petição entregue pelos advogados da Odebrecht ao juiz Moro, a expressão “destruir e-mail sondas” não significa a intenção de Odebrecht em eliminar provas. 

“As anotações não continham o mais remoto comando para que provas fossem destruídas, e que – à toda evidência – a palavra destruir fora empregada no sentido de desconstruir, rebater, infirmar a interpretação equivocada que foi feita sobre o conteúdo do e-mail”, diz o documento subscrito pelos advogados criminalistas Dora Cavalcanti, Augusto de Arruda Botelho e Rodrigo Sanchéz Rios.

Para os defensores da empreiteira “as considerações do ilustre delegado que se seguiram fazem antever a lastimável determinação de criar uma celeuma onde não existe”, afirma.