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SÃO PAULO – Figura por vezes admirada pela sabedoria de suas decisões ou mesmo odiada pela impopularidade dos seus atos, o Presidente da República é uma das personagens mais importantes da vida da nação. Abaixo selecionamos algumas curiosidades sobre o cargo mais importante do país:
O mais votado
O presidente mais votado do Brasil em termos proporcionais foi o General Eurico Gaspar Dutra, que obteve 55,3% dos votos válidos em dezembro de 1945. O segundo presidente mais bem votado foi Fernando Henrique Cardoso, com 34.377.198 votos, alcançando a expressiva marca de 54,3% dos votos.
Idade média é de 56 anos
A idade média dos presidentes do Brasil ao tomarem posse é de 56 anos de idade. O mais jovem a assumir o posto foi Fernando Collor, com apenas 40 anos. Já entre os mais velhos, há empate entre Nereu Ramos, Getúlio Vargas e Ernesto Geisel, que chegaram ao poder com 67 anos. Fernando Henrique em seu segundo mandato se juntou a eles.
Advogados são maioria no Palácio do Planalto
Dentre os presidentes, a profissão mais comum é a de advogado com um total de vinte presidentes tendo esta profissão. Já em segundo, em virtude principalmente das épocas da Ditadura e da República do Estado Novo aparecem os militares, com nove representantes.
Getúlio Vargas ficou 18 anos e 7 meses no poder
Nenhum outro presidente ficou tanto tempo no poder quanto Getúlio Vargas, ao total 18 anos e 7 meses. Em sua primeira passagem, Getúlio Vargas foi levado ao poder pela Revolução de 1930, que derrubou a República Velha, já a sua segunda passagem aconteceu com sua vitória nas eleições em 1950.
O político gaúcho, conhecido por ser o “pai dos pobres e a mãe dos ricos”, deixou a presidência apenas quando se suicidou em agosto de 1954. Quando terminou seu segundo mandato, em 2002, Fernando Henrique superará a marca de seis anos de João Figueiredo, tornando-se o segundo brasileiro a ocupar por maior tempo a presidência. Sem contar os interinos, o menor tempo de permanência ficou com Jânio Quadros, que ficou apenas sete meses no posto.
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Dez presidentes não completaram seus mandatos
Durante a conturbada história republicana dez presidentes não completaram seus mandatos. O marechal Deodoro da Fonseca e Jânio Quadros renunciaram. Affonso Pena, Getúlio Vargas e Costa e Silva morreram. Quatro outros foram depostos por golpes e Fernando Collor sofreu impeachment. Alguns foram eleitos, mas não chegaram a assumir, como Tancredo Neves que faleceu antes da posse.
Dentre eles, ao todo, seis presidentes abandonaram o cargo, ou nem chegaram a assumi-lo por problemas de saúde ou morte. Rodrigues Alves, eleito em 1918, morreu antes da posse e foi substituído pelo vice, Delfim Moreira, até a convocação de novas eleições. Já, em 1969, depois da morte do general Costa e Silva, uma junta militar impediu a posse do vice, Pedro Aleixo. A junta ficou no poder até a eleição indireta de Emílio Médici.
Minas Gerais é o Estado com mais presidentes
Quem pensou que São Paulo, por ser Estado mais rico da nação fez o maior número de moradores do Palácio do Planalto, errou. Minas Gerais foi o estado que mais elegeu presidentes; no total foram 8, excluindo Itamar Franco, nascido em um navio na costa baiana. Em seguida vêm o Rio Grande do Sul com 6 presidentes e o Rio de Janeiro com 5.
Eleições na República Velha era jogo de cartas marcadas
Durante a vigência da política do café-com-leite, na República Velha, em que se alternavam no poder paulistas e mineiros, 5 dos 10 presidentes eleitos não disputaram com ninguém, pois eram os únicos candidatos à Presidência da República.
As eleições também eram caracterizadas pela fraude e pela coerção. Em alguns estados, o eleitor recebia duas cédulas: uma com o número do candidato em que deveria votar e a outra com o número de seu caixão, se decidisse não votar no nome indicado.
Renascimento da Democracia teve 28 candidatos
Primeira ida as urnas para eleger democraticamente o Presidente da República depois da Ditadura Militar, a eleição de 1989 teve 28 candidatos. O mais curioso de todos eles era Júlio Nascimento, do Partido de Renovação Moral, dono de uma banca de jornal no Rio de Janeiro.
Além dele, outra figura marcante foi o empresário e apresentador de TV Sílvio Santos, que lançou sua candidatura 15 dias antes da eleição para presidente e virou a sucessão de cabeça para baixo. Uma semana depois, o TSE descobriu uma série de irregularidades nos registros do PMB, Partido Municipalista Brasileiro, e impugnou a candidatura de Sílvio Santos.