Reação forte

Cunha ficou p* com nota da oposição, diz Paulinho da Força, que vê impeachment em risco

Em entrevista a Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, deputado do Solidariedade afirmou que a nota "não acrescentou nada e só criou dificuldade para o nosso lado"

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SÃO PAULO – A nota da oposição divulgada no último sábado, defendendo que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se afaste da presidência da Câmara dos Deputados depois do detalhamento das contas na Suíça, foi vista “como um erro, uma besteira”, pelo deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Em entrevista a Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Paulinho afirmou que a nota “não acrescentou nada e só criou dificuldade para o nosso lado”. “O Eduardo ficou puto”, diz Paulinho. “Agora temos que consertar a m. que fizemos.”

Assim, a iniciativa de fazer andar o processo de impeachment contra Dilma na Câmara está correndo risco. Porém, haveria tempo para mudar a situação: “vamos fazer uma reunião agora, vamos ver como consertar isso.” Segundo Paulinho, o problema foi o PSDB, que tem medo da opinião pública”.

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Os líderes Carlos Sampaio, Arthur Maia, Fernando Bezerra Filho, Mendonça Filho, Rubens Bueno e Bruno Araújo, respectivamente do PSDB, Solidariedade, PSB, DEM, PPS e Minoria assinaram a nota. Paulinho da Força afirmou que o Solidariedade também assinou  porque recebeu um telefonema do líder do PSDB na Câmara. “Eu entendi que os termos já estavam combinados com o próprio Eduardo Cunha”, afirma. “Confiei e não era bem assim.”

Na quinta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a existência de contas na Suíça em nome de Cunha e de familiares.

Cunha havia negado à CPI da Petrobras ter recebido propina e rompeu com o governo da presidente Dilma Rousseff após a divulgação das declarações de delator, que diz ter pago 5 milhões de dólares em propina ao deputado. O presidente da Câmara alegou, na ocasião, ser vítima de uma estratégia conjunta do governo e do Procurador Geral da República Rodrigo Janot para constrangê-lo.

No sábado, após a divulgação de nota conjunta de partidos de oposição, Cunha acusou a Procuradoria Geral da União de perseguição política e descartou a possibilidade de renúncia.

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