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Entrevista à Folha

Cunha diz que sua cassação fortalece tese de golpe contra Dilma e que Temer está em uma “armadilha”

Para o ex-presidente da Câmara, há a sensação de que Temer se tornou "refém do PSDB"

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SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que, se os colegas de plenário cassarem seu mandato nesta segunda-feira (12), estarão fortalecendo o discurso de que a queda da petista foi “um golpe”. A votação está marcada para às 19h (horário de Brasília) e, de acordo com placares de jornais, já há votos suficientes para que ele seja cassado. 

“Os defensores do PT querem a minha cabeça para ter o troféu. O discurso do golpe precisa da minha cassação. Isso é o que vai turbinar o PT para 2018”, afirmou ele ao jornal. Ele ainda reafirmou que os deputados precisam “julgar sabendo que amanhã serão julgados”.

Durante a entrevista, Cunha não quis dizer como anda a relação com Michel Temer, mas fez análises pessimistas sobre o futuro do presidente. Diz que ele se tornou refém do PSDB e que poderá ser dragado pela mesma crise de representatividade que pôs fim ao mandato de Dilma. 

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“Há a sensação de que ele fica refém, porque ele entrega a política e o governo para aqueles que foram a oposição, que perderam a eleição para ele. É importante dizer isso: o PSDB e o DEM perderam a eleição para a Dilma e para o Michel. Se você quer legitimar o poder, tem que legitimar o poder eleito pelos 54 milhões. Quando você quer fazer o programa do PSDB e do DEM, passa a impressão de que quem está governando é o PSDB e o DEM. De uma certa forma, está trazendo para si a falta de representatividade. Os que votaram em você não reconhecem isso e aqueles que votaram no programa PSDB/DEM não entendem que o Michel é o representante legítimo para exercer isso. Nessas circunstâncias, ele está numa armadilha”, afirmou o peemedebista. Cunha contou ainda que vai escrever um livro sobre o impeachment e, mais uma vez, rejeitou discutir uma delação.