Política

Cunha confirma recesso parlamentar e reforça que CPMF não será aprovada

Ele explicou que a suspensão de recesso não foi solicitada pela presidência da República e que, para ter valor, precisaria ser votada até amanhã na Câmara e no Senado

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), falou com jornalistas em Brasília no fim da tarde desta segunda-feira (21) e confirmou que os parlamentares entrarão em recesso a partir de amanhã. A decisão foi tomada após líderes da base aliada e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, fecharam entendimento para que haja o recesso em janeiro. 

Quer saber onde investir em 2016? Veja no Guia InfoMoney clicando aqui!

“Ficou decidido que deve ter recesso. A desmobilização está grande, a maioria dos deputados já retornou para seus Estados”, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). De acordo com o parlamentar fluminense, Berzoini ficou de convocar os líderes aliados “em meados” de janeiro, para discutir como será a estratégia de combate ao processo de impeachment da presidente Dilma. O recesso só deve acabar na primeira semana de fevereiro.

Aprenda a investir na bolsa

O presidente da Câmara explicou que a suspensão de recesso não foi oficialmente solicitada pela presidência da República e que, para ter valor, precisaria ser votada até amanhã na Câmara e no Senado. “Não há quórum para qualquer deliberação amanhã”, disse ele aos jornalistas.

Cunha ainda comentou durante sua fala a escolha de Nelson Barbosa como novo ministro da Fazenda e disse que ele “é um bom quadro”, mas ressaltou que “ele entra com descrédtio no mercado”. Além disso, o peemedebista reforçou seu discurso de que “todo mundo sabe que não vai ter CPMF”. “CPMF não tem votos para ser aprovada na Casa”, completou o presidente da Câmara.

No mesmo instante que Cunha fazia sua declaração, Nelson Barbosa fazia seu discurso de posse e afirmava que “vamos lutar para aprovar novas medidas econômicas, incluindo a CPMF”.