Críticas no Facebook

Cristovam esclarece fala de impeachment e critica governo; Aécio ironiza slogan de Dilma

Senador do PDT destacou que não torceu pelo impeachment do Collor, não defendeu o "Fora FHC" e não deseja o impeachment da Dilma; já Aécio destacou "realidade paradoxal" do País

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SÃO PAULO – Em suas páginas no Facebook, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Cristovam Buarque (PDT-DF) criticaram o governo Dilma Rousseff e a condução da crise na Petrobras (PETR3;PETR4). Vale ressaltar que Buarque, apesar de fazer parte de partido da base aliada do governo, mostra descontentamento.

Ontem, o senador entrou na discussão entre o líder do PSDB, o senador Cássio Cunha Lima (PB) e o petista Lindbergh Farias (RJ) sobre um possível impeachment da presidente. “A palavra impeachment não deve causar arrepio porque está na Constituição. O que causa arrepio é estar na boca do povo. Mas não adianta querer silenciar. Tentar silenciar é golpismo”, afirmou Buarque.

Já hoje, ele esclareceu a sua opinião sobre o assunto no Facebook, ao dizer que não torceu pelo impeachment do Collor, não defendeu o “Fora FHC” e não deseja o impeachment da Dilma. E, por isso, espera que a presidente e o PT entendam que há fortes razões para o descontentamento nas ruas.

 “Mesmo previsto na Constituição, uma democracia não resiste com impeachment de presidente a cada quatro eleições. Por isso, este não deve ser desejo de democrata brasileiro, três presidentes apenas depois do Collor. Ao contrário, um democrata deve desejar que todo presidente termine o mandato para o qual foi eleito com mais voto que seu adversário. Mas para isso, o democrata que está no poder deve entender quando surgem movimentos populares de descontentamento. Perceber as razões disto, fazer sua autocrítica, abrir diálogo com todas as forças da nação, construir uma agenda de consenso, reorientar o comportamento ético e programático do governo”, afirmou.

Em outra mensagem no Facebook, ele criticou a condução da Petrobras, ao dizer que é lamentável que, para defender a Petrobras, provoque-se prejuízos à imagem e à própria estabilidade da Petrobras. “Porque alguns terminam confundindo os corruptos com a empresa. Mas seria um erro e uma imoralidade defendê-la escondendo os mal feitos que ocorreram dentro dela. É preciso limpar a Petrobras para fortalecê-la”. 

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E  afirmou que o mesmo está acontecendo com o “desastre do atual governo sobre a imagem de todos aqueles que se posicionam no espectro político como progressistas ou, usando a velha palavra, de esquerda”.

E “muitos militantes do PT consideram que atacar os erros do PT é jogar contra as forças progressistas, inclusive a parte que ainda possa existir de esquerda dentro dos quadros da militância do PT. Por isso negam qualquer erro, preferem acusar a mídia, chamam de golpistas os que fazem críticas ao governo Dilma. Mas tolerar os erros, sejam no comportamento ético ou na postura conservadora do governo do PT é um erro injustificável”, afirmou, destacando que é preciso denunciar tudo de errado na Petrobras e tudo de errado no atual governo, mesmo que depois sejam necessários anos para recuperar a imagem da empresa ou das forças progressistas.

“O pior pecado para quem se considera decente é fechar os olhos para a imoralidades, o pior erro para os que se consideram de esquerda é fechar os olhos para os erros cometidos pela esquerda ou por conservadores que já foram de esquerda”.

Também na sua página oficial no Facebook, Aécio Neves destacou que hoje temos uma realidade paradoxal afirmando que, de um lado, há o País real onde vivem brasileiros preocupados com a inflação e o desemprego e indignados com as mentiras e a corrupção e, de outro, a “ilha da fantasia em se encontra o PT e o governo, onde tudo vai bem, onde acusados de corrupção são homenageados por líderes do partido, onde instituições fundamentais do Brasil democrático, como a imprensa, a Polícia Federal e o Ministério Público são publicamente condenadas”.

Essa inversão de valores defendida pelo PT agride a consciência de milhões de brasileiros e transforma em triste ironia o novo slogan desse velho governo: ‘Brasil, Pátria educadora'”, afirmou.