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Crise em Wall Street favorece Obama na disputa pela presidência dos EUA

Pesquisa revela que crescimento do democrata nas preferências acompanha aumento das preocupações com a economia

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SÃO PAULO – Por mais difícil que seja medir o impacto do agravamento da crise financeira sobre a eleição presidencial nos Estados Unidos, as últimas pesquisas têm indicado crescimento do candidato democrata, Barack Obama, ao mesmo tempo em que os distúrbios econômicos tornam-se a maior preocupação dos eleitores.

Divulgada nesta quarta-feira (24), a pesquisa de espectro nacional realizada pelo jornal Washington Post, em parceria com a rede ABC, é mais uma das consultas que revelam o favorecimento do candidato da oposição ao atual governo republicano, encabeçado por George W. Bush.

Reversão do quadro

Em relação à última pesquisa, realizada duas semanas atrás, Obama avançou cinco pontos percentuais, atingindo 52% das preferências, ao passo em que seu rival – o republicano John McCain – caiu seis pontos percentuais, para 43% do total, o que desfaz o empate técnico até então verificado, dada a margem de erro de 3 pontos percentuais.

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Não obstante os esforços do Senador McCain para expor suas alegadas diferenças em relação ao presidente Bush, reforçadas pelo tom crítico adotado em relação ao pacote de ajuda ao setor financeiro proposto pelo Governo, o candidato tem sofrido com as críticas a respeito da política “excessivamente” liberal praticada pelos republicanos durante os últimos sete anos e meio de governo.

A crescente importância da clivagem econômica é notória. Segundo a mesma pesquisa, a fatia dos eleitores cujo voto será definido principalmente por economia e emprego saltou de 37% para 52%, seguida por distantes 9% da crise no Iraque.

Considerado, por diferença de dois dígitos, como o melhor para lidar com as questões econômicas, Obama consegue mais que barrar o efeito positivo que a escolha de Sarah Palin, como vice de McCain, havia causado – especialmente no eleitorado feminino.

Ataques

Com a campanha presidencial rumando para sua fase decisiva, a campanha do partido republicano tem reforçado os ataques à presumida inexperiência de Obama, ao mesmo tempo em que busca ligar o senador pelo estado de Illinois à escândalos de corrupção ocorridos em seu estado de origem.

Por sua vez, os democratas intensificam o discurso de que McCain representará a continuidade da política praticada pelo governo Bush. Antes da deterioração recente dos mercados, questões como política externa – especialmente em relação à Rússia -, apontavam para um favorecimento do candidato republicano, que agora parece sofrer por carregar o “peso” de uma administração com fim melancólico.

Ganhando terreno

Outra grande alteração revelada pela pesquisa, consiste na redução, para apenas cinco pontos percentuais, da vantagem de McCain sobre o afro-americano Obama no eleitorado de cor branca, assim como é significativa a vantagem de 14 pontos percentuais entre os chamados “independentes” – que não se definem por um dos dois grandes partidos.

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A menos de seis semanas do pleito, e próximos ao primeiro debate entre os candidatos, o partido democrata ganha forte impulso para retornar à Casa Branca. Por mais indefinido que ainda esteja a disputa, nenhum de seus dois últimos candidatos – John Kerry (2004) e Al Gore (2000) – havia conseguido mais de 50% das intenções de voto na pesquisa mencionada.