Petrobras

“Crise da Petrobras pode fazer ações se valorizarem muito”, afirma especialista

De acordo com Luis Morato, da TOV, cada vez que a Petrobras sofre uma nova denúncia, aumentam as chances de a oposição vencer as eleições e isso anima os investidores

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SÃO PAULO – Luis Morato, operador sênior da TOV Corretora, afirmou que a crise da Petrobras (PETR3, PETR4) pode ser uma oportunidade das ações se valorizarem. “A cada nova denúncia, aumentam as chances de a oposição vencer as eleições, o que anima muito os investidores”, disse.

De acordo com a corretora, em relatório, a estatal, que já chegou a valer mais de R$ 50,00 e hoje está sendo negociada a R$ 14,00, chegou ao fundo do poço e agora qualquer coisa vai ser desculpa para que ela suba. “As recentes denúncias poderiam cair com uma avalanche sobre as ações da empresa, mas fica difícil ela valer menos do que R$ 13,00, então as crises podem ter um efeito inverso ao esperado pelo mercado”, explicou.

Além do atual episódio da refinaria de Pasadena, outros fatores, como ingerência do governo e uso político da empresa, além do endividamento de R$ 221 bilhões, fizeram com que os ativos da estatal chegassem a esse ponto, “que muitos acreditam ser o fundo do poço”.

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Segundo Morato, como a Petrobras é a empresa de maior orgulho dos brasileiros e chegou a ser uma das mais valiosas do mundo, qualquer fato negativo ou positivo veiculado sobre ela causa orgulho ou revolta da população. “E é exatamente isso que pode estar acontecendo, pois a ação subiu na quinta-feira (20), no mesmo dia das denúncias”, disse.

Para ele, o fato é que a Presidente Dilma deverá sofrer as consequências políticas das novas revelações e deve cair alguns pontos nas pesquisas, o que consequentemente deve aumentar as chances de um segundo turno com Eduardo Campos e Aécio Neves, o que anima os mercados.

Morato explicou que se Aécio Neves ou Eduardo Campos vencerem as eleições, deverá melhorar a gestão na Petrobras, além do preço da gasolina ser atualizado, algo que está sendo segurado pelo governo para conter a inflação. “Além disso, caso os grandes players internacionais consigam ter mais voz dentro da empresa, reduzirá a sensação de que o governo manda e desmanda de acordo com os próprios interesses”, finalizou.