CPMI pede indiciamento de “careca do INSS” e Daniel Vorcaro

Relatório final da CPMI deve ser apreciado ainda nesta sexta-feira (27)

Caio César

Daniel Vorcaro e Antônio Carlos Camilo Antunes são indiciados em relatório final da CPMI do INSS. Fotos: Reprodução / Câmara dos deputados
Daniel Vorcaro e Antônio Carlos Camilo Antunes são indiciados em relatório final da CPMI do INSS. Fotos: Reprodução / Câmara dos deputados

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O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, pediu o indiciamento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Os nomes constam na versão final do relatório da comissão, entregue nesta sexta-feira (27).

O documento oficial ainda precisará ser aprovado pelos membros da Comissão, que encerra seus trabalhos no dia 28 após uma negativa do Supremo Tribunal Federal em estender, por até 120 dias, a duração do colegiado.

No texto, Daniel Vorcaro é apontado como peça central no esquema fraudulento do INSS, que envolveu movimentações suspeitas feitas pela instituição financeira do banqueiro.

A relatoria imputa a Vorcaro os crimes de falsidade ideológica, organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas, furto qualificado mediante fraude, crime contra a economia popular, estelionato eletrônico e previdenciário, além de lavagem de dinheiro.

Gaspar defende que o Banco Master é suspeito de ter ampliado limites da margem de empréstimo consignado, forçando o comprometimento de renda dos aposentados e pensionistas “acima de um patamar razoável e com incidência de taxas de juros desreguladas e exorbitantes”.

Sobre Antunes, o relator afirma que o lobista teria atuado como o “epicentro da corrupção ativa” e recomenda o indiciamento pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, furto qualificado mediante fraude, fraude eletrônica e inserção de dados falsos em sistemas.

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“Diante o robusto acervo probatório colhido, conclui-se que Antônio Carlos Camilo Antunes atuou como o líder e operador financeiro central de uma organização criminosa estruturada para a fraude institucionalizada contra aposentados. Sua função foi descrita como o “epicentro da corrupção ativa”, servindo como o elo vital que unia associações fraudulentas, dirigentes do INSS e núcleos políticos de alto escalação para garantir a manutenção de acordos de cooperação técnica em troca de vantagens indevidas”, diz trecho do texto.