CPMI dos Sanguessugas: primeiros depoimentos serão realizados na terça-feira

Um procurador da República de Mato Grosso e um delegado da Polícia Federal serão ouvidos pelos membros da comissão

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SÃO PAULO – Os membros da CPMI dos Sanguessugas vão ouvir na próxima terça-feira, dia 4 de julho, os depoimentos do procurador da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, e do delegado da Polícia Federal, Tardelli Boaventura, os primeiros a serem realizados no âmbito desta comissão.

O objetivo é esclarecer tópicos das investigações realizadas pelas duas instituições sobre a compra irregular de ambulâncias com dinheiro público, em um esquema que envolvia funcionários de prefeituras, do Ministério da Saúde e do Congresso Nacional. Mário Lúcio Avelar e Tardelli Boaventura foram os primeiros a investigar essas denúncias.

Investigações

O presidente da CPMI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), obteve na última sexta-feira (30) autorização para ter acesso às cópias dos documentos das investigações já realizadas e que constam em processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

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A expectativa é de que a CPMI dos Sanguessugas apresente um menor tempo de duração do que as outras CPIs já instaladas no país. Isso porque esta comissão poderá usar as investigações feitas pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República em seus trabalhos.

Documentos atuais mostram que entre 2001 e 2005 foram vendidas mais de mil ambulâncias, ao preço médio de R$ 110 mil. Procuradores federais já conseguiram mostrar que, pelo menos, 311 ambulâncias sofreram algum tipo de superfaturamento. A PF conseguiu identificar casos de superfaturamento em que ambulâncias compradas por R$ 40 mil foram revendidas às prefeituras por até R$ 82 mil.