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CPI da Pandemia ouve Regina Célia, servidora do Ministério da Saúde que autorizou contrato da Covaxin

Servidora foi citada à CPI pela primeira vez no depoimento dos irmãos Miranda, que denunciaram pressões internas para liberar a aquisição do imunizante

SÃO PAULO – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve, nesta terça-feira (6), o depoimento da servidora Regina Célia Silva Oliveira, fiscal de contratos no Ministério da Saúde que autorizou a compra da vacina indiana Covaxin. A fatura de pagamento referente ao contrato de aquisição do imunizante teria indícios de irregularidades.

A sessão está marcada para 9h (horário de Brasília). Acompanhe ao vivo pelo vídeo acima.

Regina Célia foi citada à CPI pela primeira vez no depoimento de Luis Ricardo Miranda, que é chefe da divisão de importação no Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Ele e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram pressões internas na pasta para liberar a aquisição da Covaxin, mesmo com os erros verificados na ordem de pagamento.

De acordo com os irmãos, Regina Célia era a fiscal do contrato com a Bharat Biotech, empresa indiana que desenvolveu a vacina. A fatura gerada para a compra trazia número menor de doses do que o combinado, determinação de pagamento antecipado e o nome de uma empresa intermediária que não constava no contrato, afirmaram os irmãos.

Segundo Luis Ricardo Miranda, as duas primeiras irregularidades foram sanadas depois de identificadas, mas a fatura permaneceu em nome da empresa intermediária — a Madison Biotech, baseada em Singapura.

O deputado Luis Miranda relatou que levou o caso ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo Miranda, Bolsonaro teria demonstrado conhecimento das pressões em favor da Covaxin e apontado o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, como envolvido no processo.

Barros era ministro da Saúde quando Regina Célia foi nomeada, em 2018, para uma função na Secretaria de Vigilância em Saúde, onde está lotada hoje. A servidora já havia passado por outras lotações no Ministério da Saúde desde 2006.

Os pedidos pela convocação da servidora foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Para Humberto, ouvir Regina Célia será “fundamental para esclarecer as suspeitas de corrupção” em torno do contrato da Covaxin.

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(com Agência Senado)