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Cortes à vista

Corte de gastos atingirá emendas parlamentares e todos ministérios, diz fonte

Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o contingenciamento seria inferior a 15 bilhões de reais

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BRASÍLIA – Os cortes de gastos que o governo federal anunciará nos próximos dias abrangerá todos os ministérios e parte dos 7,1 bilhões de reais em emendas parlamentares, disse uma fonte do governo que acompanha o tema.

Os cortes serão de até 13 bilhões de reais, disse a fonte, acrescentando que também atingirão investimentos, mas não os programas prioritários de infraestrutura do governo.

“Haverá corte de emendas, mas não na totalidade e é isso que está sendo negociado entre o Ministério da Fazenda e a Casa Civil. Temos que considerar que essas emendas são parte da negociação do governo com o Congresso e por isso não podem ser eliminadas integralmente”, comentou a fonte.

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Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o contingenciamento seria inferior a 15 bilhões de reais.

O governo contigenciou 28 bilhões reais em gastos em maio. Com o novo corte de gastos, a equipe econômica tenta sinalizar que cumprirá a meta de superávit primário de 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, em meio a críticas sobre a política fiscal expansionista.

A meta cheia de superávit primário é de 155,9 bilhões de reais (cerca de 3,1 por cento do PIB) para o setor público consolidado -governo central, Estados, municípios e estatais–, mas foi reduzida pelo governo diante do baixo crescimento da economia e da arrecadação.

PIB MAIS BAIXO

O bloqueio de verbas públicas deve ser anunciado até o próximo dia 20, quando os Ministérios da Fazenda e do Planejamento irão apresentar o decreto de programação orçamentária com as estimativas de receitas e despesas para o restante do ano.

No decreto o governo deve reduzir a estimativa para o crescimento econômico a 3 por cento este ano, ante previsão anterior de 3,5 por cento, apesar do ministro Mantega trabalhar com expansão entre 2,5 e 3 por cento, disse a fonte à Reuters.

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“O ministro não quer que seja o Ministério da Fazenda a encabeçar uma onda de revisões muito baixas para o crescimento deste ano.”

Os economistas ouvidos Banco Central, contudo, já trabalham com estimativa de crescimento este ano de 2,34 por cento, de acordo com o mais recente Relatório Focus.