Operação Acrônimo

Correção: Alvo da 7ª fase da Operação Acrônimo não tem relação de parentesco com Pimentel

Felipe Torres do Amaral é filho de uma prima da ex-mulher do petista e foi apontado como suposto operador de Pimentel pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto

CORREÇÃO: Ao contrário do que foi informado na matéria publicada às 8h06 desta terça-feira, Felipe Torres do Amaral, empresário alvo da sétima fase da Operação Acrônimo, não é sobrinho do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Torres é filho de uma prima da ex-mulher do petista. Ele foi apontado como suposto operador de Pimentel pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené. Bené disse em acordo de delação premiada que Pimentel repassou o dinheiro a Torres, fruto de propina do esquema de corrupção.

SÃO PAULO – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a 7ª fase da Operação Acrônimo, tendo como alvo principal Felipe Torres do Amaral. Torres era sócio de Pimentel numa rede do restaurante Madero, especializada em hambúrgueres gourmet, em um shopping na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo e foi alvo de condução coercitiva. O Madero informou em nota que Torres foi franqueado da rede até outubro do ano passado (veja o posicionamento do restaurante e de Torres no final da matéria). Além disso, houve busca e apreensão em endereços de Torres.

Segundo a Folha, Torres é suspeito de ter recebido propina da montadora Caoa, em troca de intervenções feitas pelo petista no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em favor da empresa. A investigação aponta que o dinheiro teria sido usado por Torres para abrir uma hamburgueria do qual seu tio é sócio oculto.

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Ao todo, foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva no DF, PR e SP, sendo o segundo contra o empresário Sebastião Dutra, da empresa Color Print. A suspeita é de que ele teria omitido notas fiscais falsas para uma empresa que fez obras no restaurante e para a campanha de Pimentel. 

A ação foi autorizada pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Benjamin, relator da Acrônimo no tribunal. 

A Operação Acrônimo foi instaurada para investigar possíveis esquemas ilegais que visavam beneficiar campanha do então candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em 2014. Ele foi indiciado pela PF, ao governo de Minas Gerais sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Confira o posicionamento do Madero sobre a Operação Acrônimo:

O Madero S/A comunica que entregou à Polícia Federal os contratos firmados com a F2B Alimentação Ltda, em respeito ao cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão nº 000062/2016, expedido em 1º de agosto de 2016 pelo Ilmo. Sr. Ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, relator do Inquérito nº 1105. 

O Madero S/A esclarece, mais uma vez, que o Sr Felipe Torres Amaral foi franqueado do Madero na cidade de Piracicaba-SP até outubro de 2015, quando a franqueadora recomprou a franquia e encerrou o relacionamento comercial com o Sr. Felipe Torres do Amaral.

O Madero S/A informa que o modelo de negócios da Rede Madero é baseado em unidades próprias e que a estratégia da marca é a de seguir expandindo sem novas franquias. Atualmente, a rede é composta por 75 restaurantes nos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, além do Distrito Federal e de um restaurante em Miami, nos Estados Unidos. Desse total, apenas 17 unidades ainda são franqueadas.

O Madero S/A manifesta, mais uma vez, seu integral apoio ao trabalho da Justiça brasileira no combate à corrupção no Brasil.

Nota à imprensa da defesa de Felipe Torres do Amaral 

1. Diferentemente do divulgado pela imprensa, o Sr. Felipe Torres não é sobrinho e não possui relação de parentesco com o Governador Fernando Pimentel, com quem jamais manteve qualquer tipo de sociedade; também não é proprietário de nenhum restaurante – foi até outubro de 2015 proprietário de uma franquia da rede Madero.

2. O Sr. Felipe Torres não foi conduzido coercitivamente, mas prestará declarações hoje, espontaneamente, em local e horário previamente agendados com a Delegada responsável pelo caso. Ressalte-se que desde que tomou ciência, pela imprensa, da existência das referidas investigações, Felipe colocou-se à disposição da Polícia Federal para prestar todos os esclarecimentos em mais de uma oportunidade.

3. O Sr. Felipe Torres nunca recebeu valores indevidos provenientes de terceiros, sendo absolutamente inverídicas as acusações. Todos os recursos financeiros utilizados para a abertura do restaurante que manteve foram provenientes de sua larga e bem-sucedida atuação profissional como executivo de grandes empresas.

4. O Sr. Felipe Torres apoia todas as investigações realizadas; no entanto, as acusações do delator são falsas e induziram a Polícia Federal ao erro – o que ficará provado no decorrer do inquérito.