Coreia do Norte teria aberto fogo contra Coreia do Sul, em ataque de cerca de uma hora

EUA emitem nota pedindo por paz, enquanto a China afirma que os dois países devem se esforçar mais para alcançar a estabilidade

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SÃO PAULO – A Coreia do Norte teria atacado uma ilha da Coreia do Sul nesta terça-feira (22), abrindo fogo com pelo menos 200 peças de artilharia pelo período de uma hora, quando parou abruptamente, de acordo com informações da Reuters, citando a rede de TV YTN. O governo de Seul teria enviado jatos de combate ao Mar Amarelo, de modo a evitar novos ataques.

O resultado do confronto, pelo lado sul coreano, foi de um militar morto e diversos soldados e residentes feridos, conforme informações da mídia. O ataque ocorre às vésperas de uma visita de um embaixador norte-americano à Coreia do Norte, sob rumores de que o país estaria enriquecendo urânio, fato que configuraria um possível segundo passo para a construção de bomba atômica.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, afirmou que a resposta ao ataque realizado à ilha de Yeonpyeong, localizada a apenas 120 km da capital Seul, deve ser firme. Além disso, o ministro da defesa da Coreia do Sul, Kim Tae-young, fez um apelo às autoridades norte-coreanas. “Nós pedimos à Coreia do Norte que pare imediatamente com a provocação, e nós iremos lidar severamente com isso em caso de mais provocações”, alertou.

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Repercussão internacional
A repercussão internacional foi de condenação aos ataques. A Casa Branca enviou um apelo por paz, dizendo que “os Estados Unidos estão firmemente comprometidos com a defesa de nosso aliado, a República da Coreia, e em manter a paz e a estabilidade regional”.

Do mesmo modo, a China também pediu por um acordo entre os países, além de destacar a importância do retorno das discussões entre seis países visando o fim do programa nuclear da Coreia do Norte. “A China espera que as partes relevantes farão mais para contribuir com a paz e a estabilidade na região”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hong Lei, em uma coletiva de imprensa.

Os dois países ainda estão tecnicamente em guerra – uma vez que o conflito terminou temporariamente apenas com uma trégua -, sendo que neste ano as tensões se elevaram após a Coreia do Sul acusar o vizinho do norte de atacar um navio, ocasionando 46 mortes.

Reunião do banco central
O banco central da Coreia do Sul afirmou que fará uma reunião de emergência ainda nesta terça-feira para discutir os possíveis impactos do bombardeio nos mercados. O won registrou a maior queda – de cerca de 4% – em um mês.